Fortuna de R$ 250 milhões do esquema Sérgio Cabral vai pagar 13.º de aposentados e pensionistas no Rio

Fortuna de R$ 250 milhões do esquema Sérgio Cabral vai pagar 13.º de aposentados e pensionistas no Rio

Nesta terça, 21, Procuradoria da República e Justiça Federal anunciam entrega de valor repatriado que será usado para garantir holerite atrasado de 146 mil aposentados e pensionistas

Julia Affonso, Mateus Coutinho, Luiz Vassallo

20 Março 2017 | 15h10

Sérgio Cabral. Foto: Brunno Dantas /TJRJ

Sérgio Cabral. Foto: Brunno Dantas /TJRJ

Uma fortuna de R$ 250 milhões repatriada nas investigações sobre o esquema de desvio de recursos supostamente liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) será devolvida ao Estado do Rio. Nesta terça-feira, 21, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal vão fazer a entrega do valor, que será utilizado para o pagamento do 13.º salário de 2016 de cerca de 146 mil aposentados e pensionistas do Estado.

O valor será suficiente para pagar 57% dos aposentados e pensionistas com 13.º atrasado e receberão todos com vencimento até R$ 3,2 mil.

Cabral foi preso em novembro na Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato no Rio. Ele já é alvo de seis denúncias criminais da Procuradoria da República.


Um acordo de delação premiada fechado com dois doleiros réus da Calicute permitiu agilizar a repatriação de US$ 85.383.233,61 provenientes das contas Winchester Development SA, Prosperity Fund SPC Obo Globum, Andrews Development SA, Bendigo Enterprises Limited e Fundo FreeFly, valor que será agora devolvido aos cofres do Estado.

As investigações revelaram que mais de R$ 300 milhões foram movimentados no exterior pela organização criminosa que teria sido liderada por Sérgio Cabral.

A cerimônia de devolução do dinheiro será realizada às 15 horas na sede do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF2) com a participação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot; o presidente do TRF2, desembargador federal Poul Erik Dyrlund, o coordenador da força-tarefa Lava Jato no Rio, Leonardo Cardoso de Freitas, e o procurador-geral do Estado do Rio, Leonardo Espíndola.

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