‘Facínoras roubam do país a verdade’

‘Facínoras roubam do país a verdade’

Em nota publicada pela Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República, Michel Temer reage ao relatório da Polícia Federal que atribui a ele papel central no 'quadrilhão' do PMDB na Câmara

Da Redação

12 Setembro 2017 | 17h02

Michel Temer. Foto: Evaristo Sá/AFP

Em reação enfática ao relatório da Polícia Federal que o coloca em papel central no ‘quadrilhão’ do PMDB e lhe atribui ‘vantagens indevidas’ que somam R$ 31,5 milhões, o presidente Michel Temer afirmou, nesta terça-feira, 12, que ‘garantias individuais estão sendo violentadas’ e que há tentativas de ‘condenar pessoas sem sequer ouvi-las’.

A manifestação de Temer foi divulgada por meio de nota da Secretaria Especial de Comunicação da Presidência.

A PF atribui ‘vantagens’ de R$ 31,5 milhões ao presidente Michel Temer e põe o peemedebista como um personagem que tem poder de decisão na suposta organização criminosa do partido na Câmara dos Deputados.

Os investigadores ainda atribuem ao ex-ministro Geddel Vieira Lima e aos ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco o papel de ‘longa manus’ de Temer em esquemas de corrupção envolvendo contratos públicos e lideranças da legenda na Câmara.

Temer avalia que ‘o Estado Democrático de Direito existe para preservar a integridade do cidadão, para coibir a barbárie da punição sem provas e para evitar toda forma de injustiça’ e ainda diz que , ‘nas últimas semanas, o Brasil vem assistindo exatamente o contrário’.

“Garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente, sem que haja a mínima reação. Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las. Portanto, sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais.”

O presidente é taxativo. “E, quando há testemunhos, ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes. Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões ‘por ouvir dizer’ a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes.”

Temer diz. “Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas.”

O peemedebista partiu para o ataque contra delações premiadas.

“Muda-se o passado sob a força de falsos testemunhos. Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldadas em lei. O sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral.”

“Desvios devem ser condenados, mas não se podem criminalizar aquelas ações corretas protegidas pelas garantias constitucionais”, sustenta o presidente.

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