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Estímulo à indústria automobilística era a alma do presidente Lula, diz Gilberto Carvalho

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GILBERTO CARVALHO

Estímulo à indústria automobilística era a alma do presidente Lula, diz Gilberto Carvalho

Ex-ministro do Governo Dilma confirma encontros com lobista Mauro Marcondes - preso desde outubro - e afirma que governo tem o papel de induzir o crescimento econômico'

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Fabio Fabrini, Andreza Matais e Beatriz Bulla

25 Janeiro 2016 | 15h15

Gilberto Carvalho. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Gilberto Carvalho. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Em depoimento à Justiça Federal como testemunha no processo sobre “compra” de medidas provisórias que beneficiaram montadoras de veículos, o ex-ministro Gilberto Carvalho afirmou que o “estímulo à indústria automobilística era a alma do presidente Lula”. O caso, revelado pelo Estado, mostra que para investigadores uma MP editada em 2009 pelo governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido “comprada” por meio de lobby e corrupção para favorecer as montadoras.

Carvalho, que na ocasião era chefe de gabinete do presidente da República, disse que a atuação do governo era feita em prol dos interesses do País e classificou como “absurda” e uma ofensa ao “bom senso” a acusação de que houve “compra” de MPs. “As empresas evidentemente se beneficiaram, mas quem se beneficiou muito mais é o País”, afirmou o ex-ministro.

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“É absurda essa acusação de que nós trabalhamos vendendo MPs. Isso ofende o bom senso”, disse o ex-ministro. Ele disse que o governo tem o papel de induzir o crescimento econômico em diversas regiões do País e que a instalação de uma montadora gera “uma cadeia de empregos”, com empresas de autopeças e fornecedores. O ex-ministro disse à Justiça que não teve “contato de mérito” com as medidas provisórias suspeitas e que considera “normal” que as empresas apresentem (ao governo) demandas.

Gilberto Carvalho confirmou encontros com o lobista Mauro Marcondes, preso desde outubro. Ele refutou, no entanto, ter qualquer relacionamento de cunho pessoal com o lobista. Segundo ele, “é muito comum numa sociedade democrática” ter relacionamento com representantes de empresas.

Ele negou, no entanto, conhecer o lobista Alexandre Paes dos Santos, conhecido como “APS”. Anotações da agenda do lobista apontam um encontro com Carvalho em 2009. O ex-ministro disse, no entanto, que nunca se reuniu com APS e que, na data apontada na agenda do lobista, estava em viagem internacional acompanhando o ex-presidente Lula.

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