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Operação Alba Branca

‘Estão abrindo a minha pele com abridor de latas’, diz Capez

Por Ricardo Chapola e Fausto Macedo

15/02/2016, 08h00

   

Presidente tucano da Assembleia Legislativa de São Paulo, investigado na Operação Alba Branca, nega recebimento de propinas e afirma que ex-assessor pode ter usado seu nome por interesse da quadrilha da merenda escolar

Deputado estadual Fernando Capez (PSDB). Foto: Hélvio Romero/Estadão

Deputado estadual Fernando Capez (PSDB). Foto: Hélvio Romero/Estadão

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Fernando Capez (PSDB), afirmou que não descarta a possibilidade de seu ex-assessor Jeter Rodrigues Pereira ter ajudado a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) a fechar contratos com administrações municipais. Apontada na Operação Alba Branca como carro chefe de um esquema de fraudes em licitações da merenda escolar, a Coaf se infiltrou em pelo menos 22 prefeituras e mirava em contratos da Secretaria da Educação do governo Alckmin.

Capez nega enfaticamente recebimento de propinas do esquema diz acreditar que o ex-assessor usou seu nome para abrir caminho para a cooperativa. “Estão abrindo a minha pele com abridor de latas”, queixa-se o parlamentar ante a investigação e a sucessão de notícias sobre Alba Branca que o citam.

Ele disse que “não quer acreditar, prefere não acreditar” em motivação política para atingi-lo.

Capez e Jeter foram citados em depoimentos de funcionários da cooperativa à Polícia Civil, que investiga pagamento de propinas a agentes públicos com verba que seria destinada à merenda escolar. O ex-assessor, segundo a investigação, seria um dos intermediadores da propina para Capez e também o elo do parlamentar com Marcel Ferreira Júlio, apontado pela força-tarefa como lobista do esquema de fraudes em licitações da merenda.

“É possível, eu não descarto (que Jeter tenha fechado contratos com a Coaf). Você já viu o perfil do Jeter? Olha o meu perfil e olha o perfil dele”, disse o presidente da Assembleia, que seria, segundo os depoentes, um dos beneficiários da propina.

Jeter é funcionário de carreira da Casa, mas, segundo Capez, foi afastado do cargo de confiança de seu gabinete em dezembro.

ESTADÃO: O sr. conhece o lobista Marcel Ferreira Júlio?

FERNANDO CAPEZ: Ele não me conhece. Eu não o conheço. Essa é a verdade. O que o Jeter deve ter feito? Ele recebeu os caras no gabinete em 2014. Ora, se você tem os seus assessores trabalhando, como o deputado vai saber o que o cara está escrevendo, para quem está ligando? Se Jeter quis fazer um atendimento por conta própria, o problema é dele. Eu não fiz atendimento por conta própria, eu não cobrei nada de ninguém, eu não recebi nada. Eu não liguei para secretaria da Educação. Eu não me chamo Jeter Rodrigues. Eu não posso responder pelos atos de um assessor.

ESTADÃO: É possível que Jeter tenha fechado um contrato com a Coaf?

FERNANDO CAPEZ: É possível. Não descarto.

ESTADÃO: Totalmente à sua revelia?

FERNANDO CAPEZ: Como eu vou falar para um funcionário falar: ‘faz um contrato com a Coaf, paga um cheque para ele’? Eu não sou jejuno. Você já viu o perfil do Jeter? Olha o meu perfil e olha o perfil dele: está com pneumonia, cheio de dívidas, mora em uma favela, tem quarenta anos, e está prestes a se aposentar. Se um cara tem a chance de fazer uma jogada e, sei lá, ganhar 50 paus por mês, a chance de ele fazer isso é maior. Se eu for ser desonesto, eu vou procurar esses caras? A família fez lobby a vida toda, são lobistas profissionais. Sempre fizeram lobby na administração, sempre usaram nome de outras pessoas. Se o Marcel chegar agora e perguntar como eu estou, eu não reconheço ele. Não tenho relação nenhuma com esse Marcel. Causa um asco lendo esse inquérito aqui. Sou eu esse cara que está aqui? Impressiona o papel. Mas quando você vai para a realidade dos fatos, não tem verossimilhança.

ESTADÃO: O sr. vai demitir Jeter?

FERNANDO CAPEZ: Instauramos procedimentos administrativo. Queremos apurar e demitir.

ESTADÃO: O sr. conhece os funcionários da cooperativa?

FERNANDO CAPEZ: Eu não conheço nenhuma dessas pessoas. Não tenho nenhuma relação com essas pessoas. Jamais atendi essas pessoas. Jamais entrei em contato com a secretaria da Educação pedindo para interferir em contrato nenhum. Aliás, não funcionam assim as coisas na administração. Tem todo um procedimento formal, com parecer. Não autorizei ninguém a falar no meu nome. E muito menos pessoas com quem não tenho nenhuma relação próxima, de confiança, sair pegando cheque, dando recibo e depositando dinheiro em conta. Não é nem caso de desonestidade, teria que ser internado no sanatório. Eu não influenciei, eu não fiz nada para mandar pagar, ou deixar de pagar para fazer contrato mais caro ou mais barato, não tive relação, não atendi, não faço parte de nenhum grupo criminoso que fez isso. E nem me beneficiei. Esse é o ponto.

ESTADÃO: Por que o citam em depoimentos?

FERNANDO CAPEZ: Ao redor desse ponto, você tem as meias-verdades, que formam uma mentira. O depoimento mais difícil de ser quebrado é aquele que o sujeito mente no aspecto principal e aponta algumas verdades periféricas. O que tem de periférico, de verdade nisso: o Jeter é um funcionário que entrou em 1975 na Assembleia Legislativa de São Paulo, eu nem sabia, funcionário de carreira. Todos os gabinetes de deputados têm uma cota em que eles podem pegar funcionários de carreira e levar para seu gabinete. Todos. Esse rapaz veio trabalhar para o nosso gabinete de deputado. Bom, você tem 14 cargos que você nomeia em comissão, se você tiver que nomear um cargo em comissão para um sujeito que ficar atendendo telefone, você perde um cargo. Às vezes era melhor ter um cargo político, que vai estar na Moóca, na Vila Brasilândia, vendo quais as necessidades para a gente atender e fazer política. Ótimo. O que ele vai fazer. Minha secretária fica sobrecarregada. Na presidência (da Assembleia) hoje têm duas funcionárias no telefone ao lado dela. Esse Jeter pode ajudar a atender o telefone, funcionário antigo da Assembleia, 40 anos de casa. Arruma uma função burocrática para ele. E arrumaram. Ele fazia internações em hospital, encaminhava pessoas para o Hospital das Clínicas, Santa Marcelina.

ESTADÃO: O que Jeter fazia em seu gabinete?

FERNANDO CAPEZ: Como eu sou uma pessoa muito acelerada, agitada, eu entro, pessoal até reclamava que eu mal cumprimentava. Não cumprimentava ninguém: entrava, abria porta, fechava, fazia o que tinha que fazer, saía. Raramente, eu olhava o Jeter e falava: ‘parabéns, obrigado, estamos felizes de você estar com a gente’. Eu achando que o cara está lá, funcionário efetivo, está colaborando. E estava ali quietinho. Esse é o Jeter. Quando chegou no final do ano, teve um lance lá que tentaram indicar um delegado para determinado distrito policial. Não, mas falaram em seu nome, mandaram ofício. Eu não achei, fui procurar e não tinha ofício. Quem é que tinha me pedido várias vezes para indicar um delegado? Esse Jeter e me trouxe esse ex-deputado, Leonel Julio, que circula pela Assembleia, ex-deputado, ex-presidente. Você é político, você recebe, não custa nada tratar ele bem. Nunca tive uma conversa mais demorada com esse Leonel Julio.

ESTADÃO: O sr. recebeu o lobista Marcel Júlio?

FERNANDO CAPEZ: Recebi assim, entrava no meu gabinete, no meu escritório. E saía. Se vier uma pessoa que fala que tem um reduto eleitoral e que quer ajudar, nem que for por educação, inimigo você não faz. Como eles tinham me pedido para indicar um delegado, quando bateu isso, eu falei: esquece. Abusaram da minha confiança. Eu cortei o Leonel Júlio, no final de 2014. E pedi que o Jeter saísse.

ESTADÃO: Cortou como?

FERNANDO CAPEZ: Não recebi mais. Não queria mais ver aquele cara na minha frente. E o Jeter: tira esse cara daqui, leva para outro lugar. Não tenho prova. Tira ele e põe em outro canto. Teve um período que ele voltou para o Departamento de Comissões (da Assembleia Legislativa). Assumo a presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (em março de 2015). Agora, eu não sou mais deputado. Eu sou gestor. O Marcel vem, no começo do ano, com o pai e procura a antessala da Presidência. Licá não é meu chefe de gabinete, não tem nenhuma função que exija um preparo intelectual ou técnico maior. É uma pessoa importante politicamente, respeitado na Moóca. É meu amigo há 20 anos. Conheci ele na Câmara. Você vai ficar aqui, está ganhando um bom salário. Não quero que ninguém receba empresário, apresente ninguém, faça absolutamente nada. Fica parado. O Marcel vem com o pai, chegou no Licá e disse: escuta, nós queríamos nos desculpar a incidência do delegado da polícia. Foi um mal entendido, não teve nada a ver. A gente queria falar com o deputado. O Licá entra na minha sala e eu disse que não ia receber. Quebra de confiança. Saíram. Aí pegaram o telefone do Licá. Porque de vez em quando eu vou te ligar, se eu precisar falar com o deputado. Função do Licá é filtrar as pessoas que chegam a mim. Ai ele tentou mais uma ou duas vezes, entrou em contato com o Licá uma ou duas vezes para tentar falar comigo. Numa segunda, ou terceira, o Licá entra de novo. Eu disse que não ia atender o cara de novo. O Chico Sardelli (deputado) viu, saiu. Talvez o fato de eles terem tido esse incidente de abuso de confiança me impediu que ele tivesse usado mais o meu nome. Ele não ousou ligar para mim, não tem uma presença no meu gabinete. Não tem uma foto comigo. O Marcel não me conhece. Eu não o conheço. Essa é a verdade.

ESTADÃO: O que Jeter fez?

FERNANDO CAPEZ: Na minha opinião, ele recebeu, em 2014, os caras no gabinete. Estávamos em campanha, Copa do Mundo, nem apareci no gabinete. Ora, se você tem os seus assessores trabalhando num computador e com telefone, como o deputado vai saber o que o cara está escrevendo, para quem ele está ligando? Se Jeter quis fazer um atendimento por conta própria, o problema é dele. Eu não fiz atendimento por conta própria, eu não cobrei nada de ninguém, eu não recebi nada. Eu não liguei para Secretaria (da Educação de Alckmin). Eu não me chamo Jeter Rodrigues. Eu não posso responder pelos atos de um assessor que, na época, estava no meu gabinete e que, no final, foi afastado por quebra de confiança. O Licá? Está furada essa história que o Licá passou WhatsApp cobrando. O Licá está completamente limpo nessa história.

ESTADÃO: Como agia Marcel?

FERNANDO CAPEZ: Eu estou diligenciando. Não é muito o dono que mordeu o cachorro, mas é o que está bem próximo da verdade. Ele atua em um esquema mais embaixo. Tem um município que está disposto a ajudar e dar informações, ele entrou, procurou o presidente da Associação Comercial, do presidente da Associação Comercial ele chegou no procurador do município, do procurador do município que ele cooptou embaixo ele vai no chefe de gabinete do prefeito. Nesse município, ele foi expulso da sala. Aí ele vai em outro município, procura o dono do jornal. Do dono jornal ele vai a um vereador. Ele vai usando o nome das pessoas. E existe uma pessoa que está disposta a depor que ouviu ele falar que usa o nome de pessoas para explorar e valorizar a atividade de lobista que ele faz.

ESTADÃO: O sr. ligou para a Secretaria da Educação em favor da cooperativa?

FERNANDO CAPEZ: Telefonei para a Secretaria da Educação? Primeiro, eu preciso saber o que aconteceu na Secretaria da Educação. Eu não atuo na área de Educação. Em 2014, que parece que abriram um segundo chamamento, levou um contrato em novembro de 2014, que gerou dois de 2015, tenho as datas. Eu tenho aqui os valores. Parece aquele filme, a Rede, que deletam toda sua vida e você tem que ir atrás. No chamamento de 2013, o custo unitário do suco 200 ml era R$ 1,56. O contrato ao final assinado baixou para R$ 1,43, mais de um ano depois. A história de que houve um novo contrato com o dobro do valor ela não se sustenta nos dados reais.

ESTADÃO: O sr. é o ‘nosso amigo’ de que falam os investigados nos grampos?

FERNANDO CAPEZ: Parece que o Moita (Luiz Roberto dos Santos, ex-chefe de gabinete da Casa Civil) é pego no grampo falando com o ‘nosso amigo’, que não sou eu. Está nos autos. A testemunha fala ‘nosso amigo, Fernando Capez’ Não sou eu. Ela mente tanto que ela contraria o relatório de inteligência da Polícia. O ‘nosso amigo’ disse que tem que fazer reequilíbrio econômico e não aditamento. Não houve aditamento de nenhum dos contratos, nem reequilíbrio econômico. A Procuradoria-Geral quer saber: aparentemente não houve superfaturamento, nem aditamento. Houve alguma atuação do Capez irregular, como eles dizem, ligando para o secretário da Educação,para reabrir? Não houve.

ESTADÃO: O sr. não ligou nem para o então chefe de gabinete da Educação, Fernando Padula?

FERNANDO CAPEZ: Nem para o Padula, nem para o Herman (Voorwald, ex-secretário), nem para o outro que é o chefe da gabinete. Não liguei para ninguém. Não tem essa ligação.

ESTADÃO: O lobista Marcel Júlio alega que foi ao seu gabinete e o Jeter se comprometeu a fechar contrato com a Coaf. É possível que ele tenha feito esse contrato?

FERNANDO CAPEZ: É possível. Não descarto.

ESTADÃO: Não recebeu propinas?

FERNANDO CAPEZ: Só me interessa o mérito. Quero demonstrar rapidamente essas coisas. Vou mostrar minhas contas no período mais abrangente. A força tarefa, como tem a eleição de procurador-geral, desgraça pouca é bobagem. A chapa de oposição quer criticar a situação. E a situação quer mostrar… Estão me abrindo a pele com abridor de lata. É muito mais do que precisa para esclarecer minha participação. Eu quero que ouça todo mundo. Delação premiada? Tomara que façam. Eu só acho perigoso deixar os caras impunes.

ESTADÃO: A cooperativa sob investigação cedeu um veículo Gol para sua campanha de 2014.

FERNANDO CAPEZ: Eu não pedi carro nenhum. Não solicitei. Não tive com essas pessoas. Eu não pedi carro nenhum. Peguei a relação dos carros que foram usados na minha campanha. Prestação de contas à Justiça Eleitoral. Essa prestação de contas foi feita quando terminou a campanha. Não tem nenhuma notícia de operação, de investigação, de suspeição sobre ninguém. Está aqui: 47 veículos, está aqui na declaração, com os respectivos controles de combustível levados à Justiça Eleitoral. Se foi solicitado esse carro, ainda que eu não tenha solicitado, ele está na declaração… Esse carro, com as chapas, uma ou outra, não integra a minha declaração. Não tem absolutamente nada registrado desse carro com aquela característica. Não tem nenhum carro da Coaf, seja esse Gol, seja qualquer outro. Qual a razão? Como um candidato, numa campanha de mais de 300 mil votos, vai saber quais são os carros que foram usados na campanha. Não trata disso o candidato. Eu tô rodando o Estado inteiro, eu não paro um dia. Como vou saber que carro foi colocado? Se foi doado o carro, tem um coordenador de campanha. Se um cara desse bate um carro durante a campanha, me provoca um acidente, me atropela uma pessoa, e esse carro não foi declarado, não consta dos registros, isso dá problema… Quem pediu o carro foi o Jeter novamente. O Jeter diz que não pediu. Eu não posso dizer se teve carro ou não.

ESTADÃO: O sr. vai demitir o Licá?

FERNANDO CAPEZ: Não tenho conhecimento de nada que desabone Licá. Se tomar conhecimento de algo que ele fez no exercício da assessoria comigo, está demitido na hora. Estão sendo instaurados procedimentos com todos os que foram citados. Agora, sobre o Licá tem referência muito genérica com relação a ele. O Jeter, até agora não foi ouvido. Mas ele diz que vai apresentar as coisas. Eles são funcionários efetivos.

ESTADÃO: O sr. acredita que é alvo de motivação política?

FERNANDO CAPEZ: Não quero acreditar nisso, prefiro não acreditar.

ESTADÃO: O tal ‘fogo amigo’…

FERNANDO CAPEZ: Eu não quero acreditar, prefiro não acreditar, logo, eu não acredito. Porque não haveria sentido.

ESTADÃO: O governador Geraldo Alckmin não demorou para se manifestar a seu favor?

FERNANDO CAPEZ: Acho que o governador meditou, resolveu, depois que formou a convicção dele, externar seu ponto de vista. Demorou, mas pelo menos, se tivesse sido imediato, poderia ter sido uma solidariedade política. Uma fala política. Ele fez uma fala refletida, para mim valorizou. Ele fez uma afirmação. Ele não poderia fazer essa afirmação no dia. Acho que o grande momento seguinte vai ser o depoimento do Marcel, isso é importante. Eu quero uma resposta rápida. Você não imagina como está minha vida de lá para cá. Repito: nenhum é meu chefe de gabinete, nenhum é pessoa do meu convívio diário. Eu nem conheço, nunca estive com Marcel. Não tem como falar em meu nome. Se chegar um Marcel agora e perguntar como eu estou, eu não reconheço ele. Não tenho relação nenhuma com esse Marcel. Não lembro do nome de nenhuma dessas pessoas que você falou. Eu tive 92 votos em Bebedouro (cidade onde fica a cooperativa Coaf). Não é minha base. Não tenho relação política nenhuma com a região, região de Ribeirão Preto. Eu nem sabia o que era Coaf. Eu não atuo perante a Educação. A espuma é maior do que o fato. Qual a grande prova contra mim? Pediu a quebra do sigilo. O pedido de quebra de sigilo é que impacta na cabeça das pessoas… eu tenho responsabilidade quanto a isso. Pedido desnecessário, que eu já tinha entregue espontaneamente (os dados bancários e fiscais). Uma puta irresponsabilidade o jeito que eles usaram meu nome. Você vai dar muita notícia: Jeter pega cheque, Merival pega cheque. Mas você não vai dar uma notícia, te garanto: Capez fez isso, Capez fez aquilo. Jeter é ligado ao deputado. Tudo bem, esse é o carma que tenho que carregar, faz parte, mas você não vai dar porque eu não fiz.

ESTADÃO: E o Merivaldo dos Santos, que foi seu assessor?

FERNANDO CAPEZ: Não sei, não vi. Não tenho isso. Cobrando cheque? Por mais que seja, não dá para entender uma coisa dessas. Se não tivesse o Marcel, não teria nada disso. É ele quem vai cooptando. Cooptou dono de jornal em um município, associação comercial. Ele fuça embaixo. Não tenho relação nenhuma com Coaf, não tenho relação nenhuma com Marcel.

ESTADÃO: É uma coisa encomendada contra o senhor?

FERNANDO CAPEZ: Não concordo, não posso fazer essa afirmação, não concordo. Não atribuo a fogo amigo, nem a coisa encomendada.

ESTADÃO: Na Assembleia, como tem sido a exploração política desse episódio?

FERNANDO CAPEZ: Politicamente o PT tem que explorar esse fato, é um fato importante. Mas não dá para explorar fazendo uma injustiça, uma aberração.

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