Elemento 79 vê dano de R$ 30 mi em comércio ilegal de ouro

Elemento 79 vê dano de R$ 30 mi em comércio ilegal de ouro

Operação da Polícia Federal aberta nesta terça-feira, 27, foi às ruas para prender cinco em investigação que mira esquema de comercialização e produção de ouro na Zona Franca de Manaus

Julia Affonso e Fausto Macedo

27 Fevereiro 2018 | 11h36

Ouro. Foto: Pixabay

A Polícia Federal e a Receita deflagraram nesta terça-feira, 27, a Operação Elemento 79. A investigação mira um esquema de comercialização e produção de ouro na Zona Franca de Manaus. O dano foi estimado em R$ 30 milhões.

Estão sendo cumpridos 48 mandados de busca e apreensão, em cinco Estados: Amazonas, Minas Gerais, São Paulo, Rondônia, Roraima. A PF cumpre ainda 4 prisões preventivas, um prisão temporária, 10 medidas substitutivas de prisão preventiva.

Segundo a Elemento 79, o esquema usava ‘uma complexa estrutura empresarial para simular a comercialização de ouro obtido de forma ilegal, além de usufruir ilicitamente dos benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus’.

“A organização criminosa se valia de estratagema sofisticado para obtenção de vantagens indevidas, dentre estas a criação de lastro fictício de ouro, valendo-se de remessas de “prata fantasiada de ouro” para simular a movimentação de ouro entre as empresas envolvidas”, diz a nota da PF.

Além desta sistemática, foram apuradas diversas fraudes em detrimento ao controle aduaneiro.

“Salienta-se que o estoque fictício do ouro permite a obtenção de ouro de origem indeterminada. Foram encontrados elementos probatórios que indicam a comercialização de ouro em regiões de alta incidência de garimpo ilegal de forma a dificultar a fiscalização dos órgãos de controle”, afirma a PF.

O esquema pode ser considerado um mais dos sofisticados já investigados no setor de comercialização de ouro do país, além de envolver fraudes na utilização de benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus.

São investigados crimes contra o meio ambiente, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, contrabando, descaminho e organização criminosa.

A apuração conjunta dos órgãos teve início em junho de 2016 com base em análise contábil de operações mercantis, análise da movimentação fiscal das mercadorias, análise de demonstrações contábeis obrigatórias de empresas ligadas ao esquema, cruzamento e análise de dados dos sistemas informatizados da Receita e interceptação de mercadorias irregulares nos Correios – ação controlada com perícia da Polícia Federal.