Eike Batista é preso ao desembarcar no Galeão

Eike Batista é preso ao desembarcar no Galeão

Empresário é acusado de pagar propina de US$ 16,5 milhões ao ex-governador do Rio, Sérgio Cabral

Mateus Coutinho

30 Janeiro 2017 | 10h29

LINS6668.JPG RIO DE JANEIRO RJ 30/01/2017 POLITICA - PRISÃO EIKE BATISTA / OPERAÇÃO EFICIÊNCIA / LAVA JATO / CALICUTE - Movimentação de agentes da Policia Federal no aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), aguardando a chegada do avião do voo 973 Nova York - Rio de Janeiro, que traz o empresario Eike Batista que vai se entregar a Justiça. Eike é acusado de pagar propina (Corrupção), estava em Nova York e teve a sua prisão decretada na Operação Eficiência, desdobramento da Calicute, fase da Lava Jato, no Rio de Janeiro. FOTO FABIO MOTTA / ESTADÃO

PF aguarda Eike Batista no aeroporto do Galeão, no Rio. FOTO FABIO MOTTA / ESTADÃO

Alvo de uma ordem de prisão preventiva desde o dia 13 de janeiro e na lista dos procurados pela Interpol, o empresário Eike Batista desembarcou nesta manhã no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, e foi detido pela Polícia Federal. Ele embarcou na noite deste domingo no voo 973 da American Airlines, no aeroporto JFK, em Nova York. A aeronave tocou o solo brasileiro às 9h54.

O empresário passou pelo Instituto Médico-Legal onde fez exame de corpo de delito e seguiu em um camburão da PF para o presídio Ary Franco, em Água Santa, no Rio. Posteriormente, ele foi para o presídio de Bangu 9.

Eike, que já foi um dos homens mais ricos do País, é um dos nove alvos da Operação Eficiência deflagrada na quinta-feira, 26, que teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da Justiça Federal no Rio. A Operação investiga um esquema que teria lavado ao menos US$ 100 milhões em propinas para o grupo político do ex-governador Sérgio Cabral, atualmente preso em Bangu 8.


Como não tem curso superior, diferente de Cabral e outros membros de seu grupo, Eike não tem direito a cela especial e deve ficar em uma cela comum, uma das maiores preocupações do executivo e sua defesa.

Ele é acusado de pagar propina de US$ 16,5 milhões ao ex-governador do Rio em 2011 por meio de sua offshore Golden Rock, no Panamá, para conta bancária do doleiro Renato Chaber no Uruguai. O doleiro fez delação premiada e admitiu que recebeu a quantia em nome de Cabral por meio de ações da Vale, Petrobrás e Ambev.

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