‘É como se o diabo tivesse nos preparado um coquetel’, diz Gilmar

‘É como se o diabo tivesse nos preparado um coquetel’, diz Gilmar

Em entrevista ao jornal Expresso, de Portugal, ministro do Supremo Tribunal Federal alertou sobre a 'procura do "novo"' nas eleições de 2018

Da Redação

09 Abril 2018 | 15h40

Gilmar Mendes. Foto: AFP PHOTO / EVARISTO SA

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou, em entrevista ao jornal Expresso, de Portugal – publicada em sua edição de sábado, 7 -, que o quadro político brasileiro vive um momento ‘preocupante’. Ele diz entender ser preciso ‘preservar a política, porque é o único espaço para viabilizar o funcionamento da democracia’.

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Um dos votos a favor do ex-presidente Lula no julgamento do habeas corpus preventivo que derrubou o salvo-conduto do petista e abriu caminho para evitar a prisão na Lava Jato, o ministro defendeu que prisões sejam apenas executadas após decisão terceira instância.

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“O ambiente está muito contaminado – procuradores, juízes, abaixo-assinados – e não podemos esquecer que isto também é uma luta de poder para procuradores e juízes de primeira instância. A minha posição é que devemos exigir a ida até pelo menos ao STJ”, disse.

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O ministro ainda ressaltou que a Operação Lava Jato, ‘que atingiu toda a classe política, vai ter repercussão no processo eleitoral de outubro’. “Na campanha pontificam de um lado Lula e do outro Bolsonaro, figura que levanta receios do ponto de vista democrático e do Estado de direito. A decisão do STF define a questão da candidatura Lula e terá efeito nas alianças que vão resultar”, afirmou.

“A crise gerou na população um sentimento de descrença, de procura do “Novo”, que ninguém sabe o que é depois deste abalo sísmico. Isto num quadro eleitoral, é como se o diabo nos tivesse preparado um cocktail”.

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