Doze países onde a Odebrecht despejou US$ 788 milhões em propinas, segundo os EUA

Doze países onde a Odebrecht despejou US$ 788 milhões em propinas, segundo os EUA

Valor de pagamentos ilícitos chega a US$ 1 billhão se incluídos os repasses feitos pela Braskem, braço petroquímico do grupo

Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo

21 Dezembro 2016 | 20h15

Sede da Odebrecht, em São Paulo, foi alvo de buscas da Polícia Federal, em junho de 2015, na 14ª fase da Lava Jato (Operação Erga Omnes). Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

Sede da Odebrecht, em São Paulo, foi alvo de buscas da Polícia Federal, em junho de 2015, na 14ª fase da Lava Jato (Operação Erga Omnes). Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

O Departamento de Justiça americano revela em relatório de 250 páginas que a Odebrecht despejou propinas de US$ 788 milhões em doze países – Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, República Dominicana, Moçambique, México, Panamá, Peru e Venezuela.

Documento

Documento

Documento

Documento

Documento

Em troca da rotina de subornos, a maior empreiteira brasileira recebeu o equivalente a US$ 12 bilhões por meio de contratos públicos firmados nestes países.

O relatório é subscrito por dois investigadores americanos, o procurador de Justiça Robert Capers e o chefe da Divisão Criminal de Fraudes do Departamento de Justiça Andrew Weissmann.

Segundo eles, apenas para o governo venezuelano foram pagos US$ 98 milhões em propinas. Angola, entre 2006 e 2013, recebeu da Odebrecht mais de US$ 50 milhões em propinas.

Mais conteúdo sobre:

operação Lava JatoOdebrechtBraskem