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Operação Lava Jato

Dono de sítio usado por Lula pede acesso a inquérito da Lava Jato

Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, e Fausto Macedo

19/02/2016, 10h43

   

Defesa do empresário Fernando Bittar, sócio de um dos filhos do ex-presidente, apresentou petição ao juiz Sérgio Moro para acompanhar investigação sobre compra em reforma de propriedade rural em Atibaia (SP), alvo da Lava Jato

Vista do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). FOTO: MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO

Vista do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). FOTO: MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO

A defesa do empresário Fernando Bittar, um dos donos do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pediu ao juiz federal Sérgio Moro acesso ao inquérito da Polícia Federal que investiga a compra da propriedade, em 2010, e as obras realizadas no local supostamente feitas pela OAS e Odebrecht, com a atuação do pecuarista José Carlos Bumlai – amigo do petista.

Bittar é sócio de um dos filhos de Lula e filho do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar (PT), com quem o ex-presidente tem relações próximas desde a década de 1980. Ele é um dos investigados pela força-tarefa do Ministério Público Federal, em procedimento aberto especificamente para apurar as relações de Lula com o Sítio Santa Bárbara.

“O Peticionário foi intimado para prestar esclarecimentos nos autos do PIC (Procedimento de Investigação Criminal) número 1.25.000.003350/2015-98, perante a denominada “Força Tarefa Lava Jato”, do MPF de Curitiba”, informa o criminalista Alberto Zacharias Toron, defensor de Bittar. “Referido procedimento tem por escopo, no que diz com Fernando Bittar, a apuração da aquisição da ‘Chácara Santa Bárbara’, localizada no Município de Atibaia/SP.”

Bittar e Fernando Suassuna, o outro dono do sítio e também sócio de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, devem ser ouvidos pela força-tarefa da Lava Jato na próxima semana.

 

O criminalista, defensor de Bittar, informa no pedido que, desde seu cliente foi intimado, “inúmeras” reportagens têm sido publicadas a cerca do assunto, entre elas, notícias sobre o suposto envolvimento das empreiteiras investigadas por corrupção na Petrobrás e sobre a abertura de um inquérito específico sobre o imóvel rural.

“Considerando o inegável interesse do Peticionário no objeto do IPL (inquérito policial) que veio a ser instaurado para apuração de aquisição de sítio de sua propriedade e da inconteste inter-relação entre o referido IPL e o PIC no 1.25.000.003350/2015-98, requer-se vista e cópia do procedimento investigatório policial instaurado”, solicita Toron, em petição do dia 17.

O pedido foi apresentado a Moro dentro do inquérito que apura executivos da OAS. Foi nesse procedimento que iniciaram-se as apurações sobre irregularidades na aquisição e nas benfeitorias do Sítio Santa Bárbara.

 

 

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