‘Sonho’ de Lula antes da prisão imitou Martin Luther King, diz El País

‘Sonho’ de Lula antes da prisão imitou Martin Luther King, diz El País

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e 1 mês na Operação Lava Jato, repercutiu nos principais veículos da imprensa estrangeira

Luiz Vassallo

08 Abril 2018 | 05h00

Reprodução do site do El País

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e 1 mês na Operação Lava Jato, repercutiu nos principais veículos da imprensa estrangeira.

O El país escolheu uma frase do discurso de Lula durante seu último comício antes da prisão: “A morte de um combatente não para a revolução”. Em reportagem, o impresso destaca que ‘durante uma longa passagem, ele imitou até mesmo o famoso “Eu tive um sonho” de Martin Luther King’.

Reprodução do site do The Guardian

“Sua prisão representa talvez o maior triunfo em um esforço de anos empregado por um time de juízes e promotores para por fim na endêmica corrupção que tem sido uma marca da política e dos negócios no Brasil”, afirmou o The New York Times

O jornal norte-americano também ressalta que ‘a meses das eleições, a esquerda brasileira se encontra agora sem uma óbvia liderança’

Reprodução do site da BBC

Diversos veículos ressaltaram o longo caminho entre o decreto de prisão e a apresentação do ex-presidente às autoridades. “Lula sob custódia policial no Brasil após tenso impasse com apoiadores”, estampou o The Guardian.

“Em um inflamado discurso para um público de apoiadores de camisa vermelha fora do sindicato dos metalúrgicos, o primeiro presidente da classe trabalhadora insistiu nesta semana em sua inocência e chamou sua condenação por propinas de um crime político, mas cedeu após um impasse de quase 24 horas com as autoridades”, narrou o jornal.

Reprodução do NY Times

Para a BBC, ‘a novela acabou, até o próximo capítulo’. A emissora britânica chamou de ‘novela’ a prisão do ex-presidente e se refere ao ‘próximo capítulo’ em alusão às eleições de 2018, cuja ‘influência’ do ex-presidente vai continuar a ‘dominar’.

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