Dilma diz que ‘não há prova de qualquer ilícito’ do Conselho da Petrobrás em Pasadena

Dilma diz que ‘não há prova de qualquer ilícito’ do Conselho da Petrobrás em Pasadena

Em nota, ex-presidente refuta decisão do Tribunal de Contas da União que decretou bloqueio de seus bens e dos demais membros do colegiado da estatal no caso da refinaria do Texas no montante global de US$ 580 milhões

André Borges

11 Outubro 2017 | 17h34

Dilma Rousseff. Foto: Wilton Júnior/Estadão

A ex-presidente Dilma Rousseff reagiu à decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que nesta quarta-feira, 11, determinou o bloqueio de seus bens e demais membros do Conselho Administrativo da Petrobrás, devido a supostas irregularidades que, segundo a Corte, teriam ocorrido na aquisição da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).

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Por meio de nota, a defesa de Dilma afirmou que ‘não há prova alguma de qualquer ilícito praticado pelo Conselho Administrativo da Petrobrás” e que “muitos dos seus integrantes eram empresários do mercado, com experiência em gestão e aquisições’.


A defesa da ex-presidente declarou que nenhum dos membros do conselho tinha ligação política com o governo.

“Está claro, pelas próprias atas do Conselho de Administração da Petrobras, que a compra de 50% das ações de Pasadena foi feita com base em avaliações e informações jurídicas e financeiras consideradas íntegras e cabais. Dois anos depois, o Conselho foi informado que tais informações eram parciais e incorretas, transmitidas por diretor hoje condenado por corrupção”, informaram os advogados da ex-presidente.

A nota divulgada pela assessoria de imprensa de Dilma destaca o trecho de um parecer do Ministério Público Federal, de 22 de julho de 2014, o qual afirma que ‘…não é possível imputar o cometimento de delitos de nenhuma espécie aos membros do Conselho de Administração, mormente quando comprovado que todas as etapas e procedimentos referentes ao perfazimento do negócio foram cumpridas’.

O TCU, em diversos julgamentos entre 2014 e 2017, diz a defesa, isentou o Conselho de Administração da Petrobrás, presidido por Dilma, de prejuízo na compra de Pasadena.

“A presidenta eleita Dilma Rousseff vai apresentar mais uma vez o devido recurso para comprovar que não houve qualquer ato ilegal ou irregular que o Conselho à época tivesse conhecimento.””

O bloqueio de bens ordenado pelo TCU também atinge os ex-membros do conselho Antônio Palocci, José Sergio Gabrielli, Cláudio Luis da Silva Haddad, Fábio Colletti Barbosa e Gleuber Vieira. O montante cobrado de todos é de US$ 580 milhões. Cabe recurso da decisão do tribunal.