Desvio na Igreja chega a R$ 2 milhões, diz Promotoria

Desvio na Igreja chega a R$ 2 milhões, diz Promotoria

Operação Caifás, deflagrada nesta segunda-feira, 19, prendeu Dom José Ronaldo, bispo da Diocese de Formosa, além de quatro padres, todos denunciados por fiéis que exigem prestação de contas de dízimos e doações

Julia Affonso e Fausto Macedo

19 Março 2018 | 12h20

Foto: Ministério Público de Goiás

O Ministério Público de Goiás calcula que o volume de desvios da Diocese de Formosa chega a R$ 2 milhões. A estimativa ainda é preliminar. Nesta segunda-feira, 19, um grupo de promotores de Justiça e policiais deflagrou a Operação Caifás e prendeu até o bispo de Formosa, Dom José Ronaldo, além de quatro padres, um monsenhor, um vigário-geral e dois funcionários do setor de administração da Cúria. Ao todo, estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão e 10 de buscas e apreensão, inclusive em um mosteiro.

A reportagem fez contato com a Diocese de Formosa, mas ainda não obeteve retorno.

Operação Caifás foi montada a partir de denúncias de fiéis que exigem prestação de contas da Igreja Católica de Goiás. Em dezembro, eles protocolaram denúncia na Promotoria, alegando que a Diocese de Formosa, que abrange 33 igrejas e 20 municípios goianos, não divulgou dados da contabilidade, nem mesmo dos últimos três grandes eventos festivos.

Segundo o Ministério Público, o dinheiro desviado tinha origem em dízimos e doações de fiéis.

A reportagem do Estadão fez contato com a Diocese de Formosa. O espaço está aberto para manifestação.

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