Delegados fazem ato ‘Deixa a PF Trabalhar’ nesta quarta

Manifestação ocorrerá na sede da instituição em Brasília 'contra cortes no orçamento, mais pessoal e mais tecnologia'

Redação

05 Maio 2015 | 05h00

Por Fausto Macedo

Delegados Federais vão realizar nesta quarta feira, 6, ato de desagravo ‘Deixa a PF trabalhar’, na sede da Polícia Federal, em Brasília, às 13h30. Eles alegam que a manifestação é “contra os cortes no orçamento da PF pelo governo federal”. Afirmam, ainda, que a Procuradoria-Geral da República “tem dificultado a atuação da instituição nos inquéritos policiais da Operação Lava Jato que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF)”.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pede “respeito mútuo entre Ministério Público e Polícia Federal, para trabalhar em conjunto, como deseja a sociedade brasileira”.

A entidade pede, ainda, que “o Ministério da Justiça atue com a finalidade de garantir as prerrogativas constitucionais da Polícia Federal”.


Os delegados dizem que se mobilizam “por todo o Brasil em busca de mais autonomia para investigar crimes organizados, notadamente corrupção, desvio de recursos públicos e crimes financeiros”. As manifestações estão ocorrendo nas capitais, em frente às Superintendências Regionais e, nos municípios, em frente às Delegacias, por meio de atos que pedem apoio à campanha nacional da categoria por “Mais Autonomia para a Polícia Federal”.

O presidente da associação dos delegados, Marcos Leôncio, afirma que a intenção dos atos públicos é tornar a campanha “Deixa a PF trabalhar” de conhecimento de toda a sociedade. “Queremos que a PF tenha mais liberdade para trabalhar, mais orçamento, melhores condições de trabalho, mais pessoal e mais tecnologia. Precisamos que a população apoie essa ideia para que pressionem os poderes da República com o objetivo de permitir à Polícia Federal combater com mais sucesso ainda a corrupção e o crime organizado”, afirmou.

“A atuação da Polícia Federal necessita do apoio do Poder Legislativo, para editar as leis que possibilitem o eficiente combate ao crime organizado e à corrupção; do Poder Executivo para fornecer condições de trabalho adequadas e recursos humanos capacitados e valorizados, bem como recursos orçamentários e financeiros, para o bom funcionamento da polícia judiciária, e finalmente do apoio do Poder Judiciário, na concessão das medidas necessárias nas investigações policiais.”

Segundo Marcos Leôncio, “apesar dos sucessos em operações como a Lava Jato, a Polícia Federal tem enfrentado, em 2015, sérias dificuldades, com a restrição de recursos e a desvalorização dos seus profissionais”.

De acordo com os delegados, “apesar das promessas de contratações de servidores administrativos para os grandes eventos o quadro permanece sem alteração desde 2003”. “O efetivo policial da PF é o considerado ideal para a década de 70, já não atende as demandas atuais da instituição.”

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