Delator diz que pagou ‘vantagens indevidas’ à campanha de Dilma em 2014

Delator diz que pagou ‘vantagens indevidas’ à campanha de Dilma em 2014

Alexandrino Alencar afirma que repasses ‘foram implementados por intermédio do assessor Manoel Araújo Sobrinho a pedido de Edinho Silva’, então tesoureiro da campanha da petista

Breno Pires,de Brasília, Julia Affonso e Fabio Fabrini e Fábio Serapião

11 Abril 2017 | 22h40

Dilma. Foto: Evaristo Sá/AFP

Dilma. Foto: Evaristo Sá/AFP

O executivo Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, um dos delatores da Odebrecht, afirmou que pagou ‘vantagens indevidas, não contabilizadas’ à campanha eleitoral de Dilma Roussef à Presidência da República em 2014. Segundo o delator, os repasses ‘foram implementados por intermédio do assessor Manoel Araújo Sobrinho e a pedido de Edson Antônio Edinho da Silva (Edinho Silva)’.

Documento

Edinho Silva é prefeito de Araraquara, interior de São Paulo, pelo PT. Em 2014, ele foi o tesoureiro da campanha de reeleição de Dilma.


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que a investigação seja remetida à Procuradoria Regional da República da
3ª Região. Edinho Silva tem prerrogativa de foro perante o Tribunal Regional Federal da 3.ª Região.

O executivo Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, um dos delatores da Odebrecht, afirmou que pagou ‘vantagens indevidas, não contabilizadas’ à campanha eleitoral de Dilma Roussef à Presidência da República em 2014. Segundo o delator, os repasses ‘foram implementados por intermédio do assessor Manoel Araújo Sobrinho e a pedido de Edson Antônio Edinho da Silva (Edinho Silva)’.

Fachin determinou o levantamento do sigilo da investigação e mandou enviar cópia do relato do delator Alexandrino de Salles Ramos de Alencar e documentos apresentados ao TRF3 e à Procuradoria Regional da República.