Delator cita caixa 2 da Odebrecht para Pezão, Paes, Lindbergh e Garotinho, diz revista

Delator cita caixa 2 da Odebrecht para Pezão, Paes, Lindbergh e Garotinho, diz revista

A Coluna Radar On-line da revista Veja traz proposta de delação do executivo Leandro Andrade Azevedo na qual ele cita os pagamentos via caixa 2 da Odebrecht para as campanhas eleitorais

Redação

10 Dezembro 2016 | 21h24

A Coluna Radar On-line da revista Veja traz proposta de delação do executivo Leandro Andrade Azevedo na qual ele cita pagamentos via caixa 2 da Odebrecht para as campanhas eleitorais de Luiz Fernando Pezão, governador do Rio de Janeiro, de Eduardo Paes, prefeito em fim de mandato do Rio, do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e do ex-governador Anthony Garotinho e de sua mulher, Rosinha.

Sobre a família Garotinho, diz o depoimento ao qual o repórter Gabriel Mascarenhas teve acesso, a construtora desembolsou um total de R$ 9,5 milhões em contribuições oficiais e repasses de caixa 2, entre 2008 e 2014.

No caso do governador Pezão, o anexo revela “a empresa desembolsou R$ 23,6 milhões em dinheiro e 800 mil euros, por transferência bancária no exterior, à campanha de Pezão em 2014.” Segundo a revista, o delator contou que os valores foram entregues “ao publicitário Renato Pereira, dono da agência de publicidade Prole, contratada pela campanha.”

“Os pagamentos foram realizados com recursos de Caixa 2, mediante entregas de dinheiro em espécie, tal qual determinado por Hudson Braga, diretamente para Renato Pereira no escritório da agência[…], na Urca”, detalha a revista.

Apontado como ‘nervosinho’, o prefeito Eduardo Paes teria recebido via caixa 2 da campanha R$ 11,6 milhões e US$ 5,7 milhões, não declarados.

O petista Lindbergh Farias, chamado de ‘feio’, diz a revista, teria recebido R$ 3,2 milhões em caixa 2 para suas campanha ao Senado, em 2010, e à prefeitura de Nova Iguaçu, em 2008.

Com a palavra o senador Lindbergh Farias

Tomei conhecimento hoje de uma suposta delação envolvendo o meu nome. Desconheço a delação citada; não tenho, portanto, como responder algo que não é de meu conhecimento. Reforço que todas as minhas campanhas tiveram suas contas aprovadas pela justiça eleitoral e que, recentemente, a Polícia Federal solicitou o arquivamento da investigação aberta após citação semelhante. Tenho a consciência tranquila, não tenho o que temer.