Dejà vu revela ‘usos e abusos’ de contrato bilionário na Petrobrás

Dejà vu revela ‘usos e abusos’ de contrato bilionário na Petrobrás

Leia a representação do Ministério Público Federal que deflagrou a Operação Dejà vu, fase 51 da Lava Jato, e descobriu orientação repassada aos gerentes pelo ex-diretor da área Internacional da estatal petrolífera, Jorge Zelada

Ricardo Brandt, Luiz Fernando Teixeira e Fabio Serapião

08 Maio 2018 | 12h48

A representação do Ministério Público Federal que deu origem à Operação Dejà vu, fase 51 da Lava Jato, detalha a atuação dos ex-executivos da Petrobrás envolvidos em suposto esquema de propina para favorecer a Odebrecht em um contrato bilionário, em 2010. Aluísio Teles, que foi gerente geral da Diretoria Internacional, Ulisses Sobral e Rodrigo Pinaud foram orientados por Jorge Zelada a ‘usar e abusar’ do contrato. Zelada, ex-diretor da área Internacional da estatal petrolífera, foi preso em fase anterior da Lava Jato.

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Teles, Sobral e Pinaud foram alvos de mandados prisão nesta terça-feira, 8, da Dejà vu.

Eles teriam recebido US$ 25 milhões da Odebrecht pela ‘colaboração’ com o contrato.

A empreiteira recebeu US$ 825 milhões para prestar serviços de reabilitação, construção e montagem, diagnóstico e remediação ambiental, elaboração de estudo, diagnóstico e levantamentos nas áreas de segurança, meio ambiente e saúde (SMS) para a estatal, em nove países, além do Brasil.

As provas para a deflagração da operação foram obtidas através dos acordos de delação premiada e de leniência firmados com o grupo Odebrecht e seus executivos, além de pedidos de cooperação jurídica internacional mantidos com a Suíça e investigações internas da Petrobrás.