Defesa de Dárcy Vera diz que ela tem como provar inocência

Segundo advogada Maria Claudia Seixas, prefeita afastada do município e presa nesta sexta por ordem judicial 'tem certeza da não culpabilidade nessa situação'

Gustavo Porto, de Ribeirão Preto

02 Dezembro 2016 | 17h21

Dárcy Vera. Foto: Renato Lopes/FuturaPress

Dárcy Vera. Foto: Renato Lopes/FuturaPress

A prefeita afastada de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (PSD) “tem certeza” de que não é culpada pelas acusações que a levaram à prisão, na manhã desta sexta-feira, 2, na Operação Mamãe Noel, da Polícia Federal (PF) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (Gaeco).

A afirmação é de sua advogada, Maria Cláudia de Seixas. “Ela tem certeza da não culpabilidade nessa situação e tem como provar isso”, afirmou. Após a prisão preventiva e o afastamento do cargo, determinada pela 6ª Câmara do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a prefeita foi levada à Superintendência da Polícia Federal na capital paulista.

Segundo a advogada, que acompanhou o momento da detenção de Dárcy em sua residência, a prefeita afastada “está segura e pediu a familiares que ficassem calmos com o que acontecia”, disse. “Ela (Dárcy) teve todos os direitos preservados pela Polícia Federal e Ministério Público”, salientou Maria Cláudia.

A advogada refutou a intenção da prefeita de fazer uma delação premiada à Justiça, na Operação Sevandija, cujo desdobramento terminou na ação de hoje. “A colaboração (delação) é procedimento natural da Justiça e não interessa à Dárcy Vera”. Ainda segundo Maria Cláudia, a prefeita deve seguir presa até que outra decisão judicial mude a atual, mas ainda não há qualquer resolução por parte da defesa da prefeita sobre o que será feito.

“Como o processo está em sigilo e ainda no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não conheço reais motivos da prisão e não há decisão sobre o que será feito. Isso deve ocorrer até segunda-feira”, disse. “Em depoimentos já feitos, ela não se furtou a responder nada”, concluiu.