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De ‘Todo Feio’ a ‘Las Vegas’, veja quem são os políticos da lista da propina da Odebrecht

De ‘Todo Feio’ a ‘Las Vegas’, veja quem são os políticos da lista da propina da Odebrecht

Delator Claudio Melo Filho revela quem são os deputados, senadores e outros personagens ocultos em ao menos 39 codinomes usados pelo setor de pagamentos ilícitos da empreiteira; ex-deputado Inaldo Leitão era chamado de 'todo feio'

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Mateus Coutinho, Ricardo Brandt, Fábio Serapião e Fausto Macedo

10 Dezembro 2016 | 13h57

Com atuação no setor de Relações Institucionais da Odebrecht em Brasília desde 2004, o ex-diretor da área na empreiteira Cláudio Melo Filho revelou em sua proposta de delação premiada encaminhada à Procuradoria da República os nomes de ao menos 39 políticos por trás dos apelidos utilizados pelo “departamento da propina da Odebrecht”.

Em um tópico específico de sua delação, ele detalha como era a relação da empreiteira com cada um dos políticos, os pedidos, trocas de favores e os pagamentos, ora por meio de dinheiro vivo do Setor de Operações Estruturadas – nome oficial do departamento da propina revelado pela Lava Jato – ora por meio de doações oficiais.

Além dos agora já conhecidos “Angorá” (Moreira Franco), “Justiça” (Renan Calheiros), “Caju” (Romero Jucá), “Babel” (Geddel Vieira Lima), “Primo” (Eliseu Padilha), “Carangueijo” (Eduardo Cunha) e “Ferrari” (Delcídio Amaral) ele revelou os verdadeiros políticos (alguns já ex-deputados e ex-senadores) por trás de uma gama de codinomes que movimentava o setor que cuidava dos pagamentos ilícitos da maior empreiteira do Brasil. Em nem todos os casos, contudo, o delator relata se houve pagamentos ilegais ou trocas de favores, muitas vezes por se tratarem também de políticos com os quais ele não mantinha relacionamento. Confira abaixo os apelidos e como eles aparecem na delação de Cláudio Melo:

Senador Cristovam Buarque. Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Senador Cristovam Buarque. Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

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Brazilian Minister of Tourism Henrique Eduardo Alves talks on his mobile phone after a meeting with Brazil's Vice President Michel Temer (not pictured) in Brasilia, Brazil, December 14, 2015. Picture taken December 14, 2015. REUTERS/Ueslei Marcelino

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Anderson Dornelles, ao lado direito da foto. Ex-presidente não é citada como destinatária de propina

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O senador José Agripino Maia é presidente nacional do DEM. Foto: Beto Barata/Estadão

O senador José Agripino Maia é presidente nacional do DEM. Foto: Beto Barata/Estadão

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O deputado Arthur Maia, relator do PL 4330/04, em sessão para discutir sobre o projeto que regulamenta a terceirização na iniciativa privada e nas empresas públicas e de economia mista (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Senadora Lúcia Vânia. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Senadora Lúcia Vânia. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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Mário Negromonte. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Mário Negromonte. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

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O deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI). Foto: Divulgação

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Arthur Virgílio (PSDB), também citado na delação

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A senadora Lídice da Mata (PSB-BA)

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O deputado federal Jutahy Magalhães (PSDB)

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Aécio Neves. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Aécio Neves. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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O ex-senador Gim Argello. Foto: Reprodução

O ex-senador Gim Argello. Foto: Reprodução

 

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COM A PALAVRA, ANDERSON DORNELLES:

“A respeito das informações divulgadas pela imprensa relativas à delação do Sr. Claudio Mello Filho, as quais fui citado, informo que nunca estive em reunião na sede da Odebrecht, nunca solicitei ou recebi qualquer ajuda financeira, nem tão pouco autorizei terceiro que o fizesse em meu nome. Informo também que, em minhas funções nunca fui responsável pela agenda da ex Presidente da República Dilma Rousseff.”

Anderson Dornelles

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DE ROMERO JUCÁ:

“O senador Romero Jucá desconhece a delação do senhor Claudio Melo Filho mas nega que recebesse recursos para o PMDB. O senador também esclarece que todos os recursos da empresa ao partido foram legais e que ele, na condição de líder do governo, sempre tratou com várias empresas mas em relação à articulação de projetos que tramitavam no Senado. O senador reitera que está à disposição da justiça para prestar quaisquer esclarecimentos.”

 

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