Cármen Lúcia mantém lobista ligado ao PMDB na cadeia

Cármen Lúcia mantém lobista ligado ao PMDB na cadeia

Encarcerado na Lava Jato desde setembro de 2015, João Augusto Rezende Henriques havia pedido ao Supremo para que anulasse as duas prisões preventivas decretadas contra ele e mantidas pelo Superior Tribunal de Justiça

Breno Pires e Rafael Moraes Moura, de Brasília

17 Julho 2017 | 14h50

João Augusto Rezende Henriques, apontado como operador do PMDB na Petrobrás Foto: PAULO LISBOA/BRAZIL PHOTO PRESS/

BRASÍLIA – A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, negou conceder liberdade ao lobista João Augusto Rezende Henriques, preso na Lava Jato desde setembro de 2015 e apontado por como operador de propinas ligado ao PMDB.

Responsável por julgar os pedidos urgentes feitos durante o recesso, a ministra rejeitou o pedido de habeas corpus alegando que faltavam documentos para analisá-lo. O investigado apresentou também um segundo pedido de liberdade, que ainda não foi analisado pela ministra.

A defesa de João Augusto Henriques pedia ao Supremo que anulasse as duas prisões preventivas decretadas contra ele e mantidas pelo Superior Tribunal de Justiça.

João Augusto Henriques foi preso em 21 de setembro de 2015 na Operação Ninguém Durma, 19ª fase da Operação Lava Jato. Em fevereiro do ano passado, ele foi condenado a seis anos e oito meses de reclusão por corrupção, pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, em uma ação penal sobre afretamento do navio sonda Titanium Explorer pela Petrobrás.

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