Caça-Fantasmas caça prefeito eleito de Osasco, o ‘tolerância zero com a corrupção’

Caça-Fantasmas caça prefeito eleito de Osasco, o ‘tolerância zero com a corrupção’

Rogério Lins (PTN), que está fora do País, é alvo de mandado de prisão preventiva ao lado de outros treze vereadores do município da Grande São Paulo na quinta fase da operação do Ministério Público do Estado contra desvios milionários na Câmara

Fausto Macedo, Julia Affonso e Mateus Coutinho

06 Dezembro 2016 | 12h51

Rogério Lins. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Rogério Lins. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A Operação Caça-Fantasmas, deflagrada nesta terça-feira, 6, caça o prefeito eleito do município de Osasco, na Grande São Paulo, vereador Rogério Lins (PTN). O Ministério Público do Estado, que comanda a quinta fase da operação, foi informado que Lins está em viagem fora do País. Ele é dado como foragido.

Rogério Lins foi eleito prefeito com 61,21% dos votos, superando o atual prefeito, Jorge Lapas (PDT), no segundo turno.

Aos 38 anos de idade, ele é empresário. Possui duas empresas em Osasco. Quando as urnas lhe deram a vitória, Lins foi taxativo ao declarar seu compromisso com a ética e o bem público. Ele afirmou que vai ‘respeitar o dinheiro público da nossa população’.

“É tolerância zero com a corrupção”, declarou.

A Justiça de Osasco também mandou prender outros treze vereadores osasquenses. Todos estão sob suspeita de envolvimento em um esquema milionário de fraudes na contratação sem concurso público de centenas de servidores. Os prejuízos aos cofres públicos são estimados em pelo menos R$ 21 milhões.

Assessores de Lins informaram que ele desconhece os motivos da ordem de prisão e que o prefeito eleito não tem funcionários fantasmas em seu gabinete na Câmara de Osasco.

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