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BC acha R$ 4,60 na conta de executivo investigado na Lava Jato

Redação

19 novembro 2014 | 19:17

Ildefonso Colares, ex-diretor da Queiroz Galvão, disse à PF que recebia remuneração de R$ 3 milhões por ano

Por Andreza Matais,  Fausto Macedo e Mateus Coutinho

A primeira varredura da Operação Lava Jato para bloquear fortunas atribuídas aos executivos das principais empreiteiras do País localizou R$ 4,60 em uma conta de Ildefonso Colares Filho, ex-diretor da Queiroz Galvão, e que foi solto na terça-feira, 18, após passar cinco dias preso na carceragem da PF em Curitiba.

Ildefonso foi dirigente da empreiteira até 2012 e alegou à PF que recebia vencimentos de R$ 3 milhões por ano.

A informação consta de relatório do Banco Itaú encaminhado ao Banco Central, que recebeu ordens judiciais para embargar os ativos dos executivos das maiores construtoras, citadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O banco foi a primeira instituição financeira a encaminhar os dados das contas dos executivos investigados à Justiça Federal.

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Ao todo, a Justiça Federal decretou o bloqueio de R$ 720 milhões dos 25 investigados da sétima etapa da Lava Jato, deflagrada na última sexta-feira, 14.

Na mesma instituição financeira foram encontrados R$ 12.705,90 em conta do vice presidente executivo da Mendes Jr, Sérgio Mendes. A malha fina do Banco Central pegou R$ 4.336,39 na conta de Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia, R$ 6.078,78 na conta de Agenor Franklin Magalhães Medeiros.

A conta mais gorda, no mesmo banco, é a do vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada, com R$ 1,4 milhão em uma das contas correntes e R$ 15,6 mil em outra, ambas em seu nome no Itaú. Outra instituição financeira que encaminhou os dados bancários de executivos investigados na Lava Jato foi o  banco Caixa Geral, com sede em São Paulo.

Na documentação encaminhada à Justiça Federal, a instituição financeira registra que o presidente da OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, o presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini e o presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa, João Ricardo Auler, não possuem nenhum ativo ou saldo em suas contas correntes no banco.

ABAIXO, O RELATÓRIO DAS CONTAS DOS EXECUTIVOS ENCAMINHADO PELO ITAÚ À JUSTIÇA 

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