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Operação Alba Branca

Baleia Rossi vê ‘gente grande’ tumultuando Alba Branca

Por Pedro Venceslau e Fernanda Yoneya

09/02/2016, 07h00

   

Presidente estadual do PMDB, que teve apoio de chefe da máfia da merenda, diz que 'é odiado' por grupo político do prefeito de Bebedouro

O deputado federal Baleia Rossi (PMDB-SP). Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados

O deputado federal Baleia Rossi (PMDB-SP). Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados

Apontado por investigados da Operação Alba Branca como recebedor de propinas do esquema de merendas em contratos assinados pela cooperativa Coaf nas prefeituras de Campinas e Ribeirão Preto, o presidente do PMDB em São Paulo, deputado federal Baleia Rossi, afirma que seu nome apareceu no caso devido a uma disputa política local em Bebedouro (SP), onde foi o candidato a deputado mais votado da cidade. “Há uma tentativa do grupo político do atual prefeito de tumultuar a investigação”, afirma.

O atual prefeito de Bebedouro, Fernando Galvão (DEM), disputará a reeleição em 2016. Seu oponente maior é o empresário Gustavo Spido, presidente municipal do PMDB e aliado de Rossi. “Esse grupo político (do Galvão) me odeia, por isso querem resgatar o apoio que o Cássio (Chebabi) me deu”.

O executivo Cássio Chebabi foi presidente da Coaf, a cooperativa apontada como carro chefe da organização que se instalou em pelo menos 22 prefeituras e mirava em contratos da Secretaria da Educação do Estado.

Chebabi está sob investigação da Operação Alba branca sob suspeita de ter sido o mentor do esquema da ‘Máfia da Merenda’. “Há uma briga local, pois eu apoio o Gustavo Spido”, diz o deputado peemedebista.

Em e-mail enviado ao Estado na semana passada, a assessoria de imprensa do prefeito Fernando Galvão frisou que Chebabi, ligado ao PMDB, “atualmente é um dos líderes da oposição ao prefeito Fernando Galvão em Bebedouro”.

A assessoria disse que Chebabi pertence “ao grupo político oposicionista (Diretório do PMDB), do ex-vice-prefeito Gustavo Spido (presidente do PMDB de Bebedouro) citado, em depoimento do dia 19 de janeiro, pelo delator Adriano Miller Aparecido Gibertoni Mauro (setor financeiro da Coaf)”.

Baleia Rossi nega categoricamente ter recebido recursos da merenda escolar.

Alba Branca cita outros políticos, como o deputado Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. Na sexta-feira, 5, o procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, requereu ao Tribunal de Justiça do Estado quebra do sigilo bancário e fiscal do tucano e de um assessor dele, Luiz Carlos Gutierrez, o Licá – deste, o chefe do Ministério Público de São Paulo pediu, ainda, acesso aos e-mails.

Elias Rosa requereu, ainda, quebra do sigilo de dois ex-assessores de Capéz, Jéter Rodrigues Pereira e José Merivaldo dos Santos, o “Meriva”.

Outro alvo da ofensiva do procurador-geral de Justiça é Luiz Roberto dos Santos, o ‘Moita’, que foi chefe de gabinete da Casa Civil do Governo Geraldo Alckmin. Um dia antes da deflagração da Alba Branca, ‘Moita’ foi demitido pelo secretário Edson Aparecido. Grampos da Polícia Civil pegaram ‘Moita’ operando com a quadrilha da merenda de sua sala no Palácio dos Bandeirantes. Ele orientava o lobista Marcel Ferreira Júlio a renegociar valores de  contratos da cooperativa Coaf por meio de reequilíbrio financeiro.

Alba Branca suspeita que o ex-chefe de gabinete da Secretaria da Educação de Alckmin Fernando Padula, quadro do PSDB, teria passado as orientações para ‘Moita’.

Fernando Capez e Fernando Padula já declararam não possuir ligação com o grupo de Cássio Chebabi. O presidente da Assembleia Legislativa e o ex-chefe de gabinete da Educação rechaçam qualquer insinuação de que tenham recebido propinas.

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