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‘As equipes brigavam por areia e cimento’, diz testemunha do sítio de Atibaia

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‘As equipes brigavam por areia e cimento’, diz testemunha do sítio de Atibaia

Patrícia Fabiana Melo Nunes disse ao Ministério Público de São Paulo que 'o boato que correu era que o sítio pertencia a Luiz Inácio Lula da Silva'

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Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Fausto Macedo e Julia Affonso

29 Fevereiro 2016 | 16h55

Imagem aérea do sítio em Atibaia (SP)

Imagem aérea do sítio em Atibaia (SP). Foto: Márcio Fernandes/Estadão

A comerciante Patrícia Fabiana Melo Nunes, que foi sócia proprietária do Depósito Dias – suposta fornecedora de materiais de construção para as empreiteiras que reformaram o sítio Santa Bárbara, no município de Atibaia (SP), frequentado pelo ex-presidente Lula e seus familiares – declarou ao Ministério Público de São Paulo que ‘as equipes (responsáveis pelas obras) brigavam por areia e cimento’. Patrícia depôs no dia 10 de fevereiro.

A força-tarefa da Operação Lava Jato está convencida que a OAS e a Odebrecht bancaram as mudanças na propriedade rural, na qual o petista esteve 111 vezes. Segundo Patrícia ‘o boato que correu era que o sítio pertencia a Luiz Inácio Lula da Silva’.

Trecho do depoimento de Patrícia Fabiana Melo Nunes

Trecho do depoimento de Patrícia Fabiana Melo Nunes

Trecho do depoimento de Patrícia Fabiana Melo Nunes

Trecho do depoimento de Patrícia Fabiana Melo Nunes

A reforma ocorreu no segundo semestre de 2010, segundo Patrícia.

A comerciante citou os nomes do ‘engenheiro Frederico’ e do ‘arquiteto Neto’ como dois profissionais que se dedicaram ao empreendimento. “Outras pessoas que reformavam o sítio faziam pagamentos em dinheiro vivo”, revelou a testemunha.

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Segundo Patrícia, ‘ninguém comparecia em seu comércio uniformizado’.

Ela concluiu que ‘havia outras empresas no local porque havia conflito entre as equipes, tais como brigavam por areia e cimento’.

A defesa do ex-presidente afirma que Lula e seus familiares não são proprietários do Santa Bárbara.

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