Após passar mal, Cerveró afirma sofrer de ‘transtorno psicótico’

Após passar mal, Cerveró afirma sofrer de ‘transtorno psicótico’

Advogado de ex-diretor da Petrobrás pediu à Justiça que executivo possa ter atendimento psicoterapêutico na carceragem da PF; quadro depressivo de Cerveró começou um mês após deflagração da Lava Jato

Redação

04 Fevereiro 2015 | 18h06

Por Mateus Coutinho e Fausto Macedo

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Defesa diz que ex-diretor sobre de transtornos de ansiedade e depressão

Após o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró passar mal nesta manhã , sua defesa  afirmou à Justiça Federal que ele sofre de ansiedade e depressão e pediu que o executivo tenha direito a consultas semanais com psicólogo na prisão. Segundo a psicóloga que cuida do ex-diretor, seu quadro depressivo se agravou em abril de 2014, um mês após a deflagração da Lava Jato.

Segundo a defesa, o executivo já vem sendo medicado na carceragem da PF, mas ainda assim precisa de consultas com um psicólogo. “Em decorrência do seu transtorno psicótico (depressão maior), o indiciado precisa de acompanhamento médico para dar continuidade ao seu tratamento, especialmente, de consultas semanais com psicólogo”, assinala o advogado Ricardo Ribeiro, que defende o ex-diretor, em petição encaminhada à Justiça Federal no Paraná.

O documento é acompanhado de atestados da psicóloga Elizabeth Carneiro, da Santa Casa do Rio de Janeiro, que afirma que Cerveró é seu paciente há três anos. “(Cerveró) faz tratamento psicoterápico desde esta época para um quadro de transtorno de ansiedade com sintomas de angustia e inquietação”, assinala a psicóloga.

“Desde o mês de abril de 2014, vem apresentando claramente sintomas depressivos severos, necessitando assim de tratamento psicológico para esta patologia”, continua Elizabeth que afirma que, atualmente, Cerveró sofre de “depressão maior”.

ABAIXO, O ATESTADO DA PSICÓLOGA ELIZABETH CARNEIRO

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Na manhã desta quarta, Cerveró teve um pico de pressão arterial e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado para atendê-lo.

Após o atendimento, a equipe médica constatou que a alta da pressão ocorreu por causa de ansiedade e foi descartada a necessidade de transferir o ex-diretor para um hospital.

Preso desde 14 de janeiro, Cerveró é réu em uma das ações na Lava Jato acusado de receber cerca de US$ 30 milhões em propina para corrupção para viabilizar a contratação de navios-sonda pela Petrobrás em 2006 e 2007. Ele nega as acusações.