Após bate-boca, Barroso pediu desculpas e Gilmar reafirmou críticas

Após bate-boca, Barroso pediu desculpas e Gilmar reafirmou críticas

Sessão desta quarta-feira, 21, chegou a ser suspensa após ministro afirmar que Gilmar Mendes é 'uma mistura de mal com o atraso e pitadas de psicopatia’

Breno Pires e Teo Cury / BRASÍLIA

21 Março 2018 | 19h54

Luis Barroso. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Após o bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso motivar a suspensão da sessão do Supremo nesta quarta-feira, 21, as reações dos dois magistrados em público foi diferente.

Logo depois a presidente Cármen Lúcia suspender a sessão, Gilmar Mendes deixou o plenário, e Roberto Barroso ficou conversando por alguns minutos com os ministros Edson Fachin, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Alexandre de Moraes e Luiz Fux.

Barroso estava ruborizado e pediu desculpas aos ministros pela discussão. Os colegas tinham no rosto uma cara de pesar. “Lamento, lamento”, disse Barroso.

Gilmar Mendes, por sua vez, depois de retomada a sessão, voltou a falar nos temas que deram origem ao bate-boca e rebateu termos que lhe foram atribuídos por Barroso.

“Desonra se faz aplicando uma constituição que não existe”, disse Gilmar, que foi chamado de “desonra” por Barroso.

“Eu não posso mudar uma Constituição. Podemos mudar (apenas) de jurisprudência, mas é preciso dialogar. Estou absolutamente tranquilo com relação a isso. Vou continuar censurando esta prática onde eu estiver. Tenho ódio à manipulação. Tenho ódio à mistificação”, disse Gilmar Mendes, também rebatendo a acusação de Barroso de que ele agiria por ódio.