Ao esticar inquérito de Aécio, Gilmar Mendes reclama de ‘atraso das investigações’

Ao esticar inquérito de Aécio, Gilmar Mendes reclama de ‘atraso das investigações’

Ministro do Supremo Tribunal Federal prorrogou por mais 60 dias apuração sobre suposto esquema de corrupção em Furnas

Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

24 Novembro 2016 | 12h37

Gilmar Mendes (à esq.) e Aécio Neves em visita ao Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional, em 2009. Foto: Omar Freire/Imprensa MG/DIVULGACAO

Gilmar Mendes (à esq.) e Aécio Neves em visita ao Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional, em 2009. Foto: Omar Freire/Imprensa MG/DIVULGACAO

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias o inquérito que investiga o envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB) em um suposto esquema de corrupção em Furnas. A decisão de Gilmar Mendes atende a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para a extensão do prazo para a conclusão das investigações.

“Registro que houve atraso no desenvolvimento das investigações”, anotou o ministro. “Ficam a autoridade policial e o Ministério Publico Federal instados a observar os prazos de tramitação, nesta e em todas as investigações supervisionadas por este relator.”


O tucano é suspeito de receber propina do ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo, em um esquema de desvio de recursos na estatal semelhante ao investigado pela Lava Jato. O caso já havia sido relatado nas delações do lobista Fernando Moura e do doleiro Alberto Youssef.

Ao estender o prazo, o ministro Gilmar Mendes criticou a demora na apuração. Segundo o ministro, os autos foram remetidos à Corregedoria-Geral da Policia Federal para inquirição de três testemunhas, interrogatório do investigado e requisição e juntada de documentação.

Gilmar descreveu, na decisão, o andamento da investigação. O ministro afirmou que a remessa dos autos à Corregedoria-Geral da Polícia Federal foi feita em 10 de junho deste ano e, após redistribuição interna, os autos foram despachados em 11 de julho, ‘mais de mês após a remessa’.

“As inquirições não foram realizadas ou agendadas. Solicitada a prorrogação do prazo, foram os autos enviados à Procuradoria-Geral da Republica, em 7 de outubro de 2016. A devolução ocorreu somente em 17 de novembro de 2016”, observou Gilmar Mendes.