Alvo da PF por fraudes em fundos de pensão, Gradual deixa a Bolsa

Alvo da PF por fraudes em fundos de pensão, Gradual deixa a Bolsa

Corretora cujos sócios majoritários foram presos na Operação Encilhamento, deflagrada no dia 12 de abril, afirma que realizará operações somente para a 'zeragem' de sua posição no mercado

Luiz Vassallo

15 Maio 2018 | 17h40

Reprodução

Com os sócios sob suspeita de fraudes em fundos de pensão de municípios, a Gradual Investimentos anunciou o encerramento de suas atividades na Bolsa de Valores. Fernanda Braga Ferraz de Lima e Freitas, CEO, e o marido, Gabriel Paulo Gouvêia de Freitas Júnior, foram presos no âmbito da Operação Encilhamento, deflagrada pela Polícia Federal no dia 12 de abril – depois, foram soltos, mas com restrições impostas pela Justiça.

Em nota, a corretora afirma que, ’em virtude do encerramento de suas atividades de bolsa, a Gradual realizará tais operações apenas para a zeragem e transferência de posições’.

“Solicitamos gentilmente que aguarde instruções”, pedem os investigados aos seus clientes.

A PF suspeita que os fundos tem debêntures sem lastro (título de dívida que gera um direito de crédito ao investidor) que ultrapassam R$ 1,3 bilhão.

Segundo relatório da investigação, uma das empresas ‘sem lastro’, a ITS, é ligada à Gradual e seus diretores, entre eles, Fernanda de Lima e seu marido, Gabriel. A PF trata a ITS como uma ’empresa de fachada’ integrante de suposto esquema.

O desembargador Nino Toldo, do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3), determinou, em abril, a Fernanda, o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno.

Como não há tornozeleira disponível a Justiça dispensou Fernanda do equipamento.