Alfândega pega meia tonelada de cocaína em contêiner de café no porto de Santos

Alfândega pega meia tonelada de cocaína em contêiner de café no porto de Santos

Apreensão nesta quinta-feira, 15, faz ultrapassar a marca de 10 toneladas ao longo de 2016 - dez vezes superior ao volume de pó branco confiscado em 2015

Fausto Macedo e Julia Affonso

16 Dezembro 2016 | 03h30

Foto: Divulgação/Receita

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A Alfândega do Porto de Santos ultrapassou a marca de 10 toneladas de cocaína apreendidas em 2016. Em 21 operações realizadas foram apreendidos 10.344,40 quilos do entorpecente, volume quase 10 vezes superior ao registrado em 2015, que foi de 1,05 tonelada.

Nesta quinta-feira, 15, os auditores da Receita encontraram 584 quilos da droga – peso bruto – em contêiner de café que tinha como destino o porto de Antuérpia, na Bélgica.

A cocaína apreendida pela Receita foi entregue à guarda da Delegacia de Polícia Federal em Santos, que vai investigar a origem da droga e tentar identificar os traficantes.

Quase todas as apreensões do ano ocorreram em cargas com destino ou baldeação em portos europeus, informa a Receita.

Na maioria dos casos, foi empregada a técnica criminosa conhecida por ‘rip-off loading’, na qual a droga é inserida em uma carga regular, sem o conhecimento do proprietário.

As cargas utilizadas pelos traficantes para ocultar a droga foram as mais variadas, como café, farelos vegetais, açúcar, retalhos de tecido, sucatas de metal e vidro, peças automotivas e bobinas de papel.

Recorde de apreensões – Segundo a Receita, o recorde de apreensões ao longo de 2016 ‘é consequência do aperfeiçoamento das atividades de vigilância e controle de cargas a fim de garantir que apenas o corretamente declarado embarque ou desembarque no cais santista’.

A Alfândega da Receita no Porto de Santos destacou que tem modernizado os processos de controle de cargas, pessoas e veículos, com utilização de sistemas de informação, câmeras de vigilância, Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR), escâneres, cães de faro e treinamento de servidores.

“Neste cenário, verifica-se um aumento considerável nas apreensões de entorpecentes inseridos em cargas lícitas, contaminadas durante a logística de exportação”, destacou a Receita. “Por isso, é fundamental que as empresas exportadoras busquem aperfeiçoamento de sua logística a fim de torná-la mais segura.”

A Alfândega de Santos sugere algumas medidas a serem adotadas pelo exportador com o objetivo de tornar mais difícil a ação do tráfico.

1) Atenção da empresa transportadora marítima para que o contêiner a ser utilizado no transporte atenda às normas de segurança internacional, em especial, que não haja comprometimento do sistema de segurança de portas;

2) Monitoramento através de filmagens e fotografias da unitização da carga, assim como a colocação do lacre. Essa medida comprovará que a carga não foi contaminada durante esse processo, que os lacres foram colocados corretamente e que sua numeração corresponde a da documentação de transporte marítimo;

3) Verificação, pelo exportador, de que o lacre é integro e se a numeração corresponde à informada no conhecimento de transporte marítimo ou conhecimento eletrônico (CE);

4) Escolha de transportador idôneo e que possua sistema de rastreamento ativo de veículos, uma vez que essa é a fase em que ocorre o maior número de contaminações de carga.

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