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Além de roubo, deputado do PT foi condenado à prisão por racha

Luiz Moura foi flagrado dando 'cavalo de pau' ao volante de um Opala branco no município de Poá (SP), em 1991

Redação

29 Maio 2014 | 14h11

por Fernando Gallo

Além das duas condenações por roubo no sul do País, que lhe resultaram condenações a um total de 12 anos de prisão, o deputado Luiz Moura (PT), que se reuniu com suspeitos de integrarem o PCC, também foi condenado à prisão em São Paulo no começo dos anos 1990 pela prática de racha no trânsito.

Em depoimento à Polícia, Luiz Moura confessou o crime. Ele contou aos policiais que chegou a uma praça de Poá, na Grande São Paulo, em seu opala branco, quando encontrou com um conhecido de nome Neverson, que chegara em um opala marrou e o convidou para dar um “cavalo de pau”, o que o petista aceitou.

O deputado, à época com 20 anos, informou no depoimento que saia da praça rumo a um pedágio e que “ali esterçava o volante e puxava o freio de mão, fazendo o carro rodopiar, e depois retornavam e faziam novamente tal manobra”. Ele também afirmou que 11 conhecidos assistiam às manobras, e que, ao que soube, Neverson quase atropelou pessoas que passavam pela praça.

Foto: Robson Fernandjes/Estadão

Moura sustentou aos policiais que era habilitado para dirigir, mas que perdera sua carteira.

Ele foi detido por investigadores que, de uma delegacia próxima, ouviram o alto ruído dos carros e foram conferir o que acontecia, e liberado em seguida.

Em juízo, porém, Moura mudou a versão, negando o crime. Ele afirmou que freou o veículo quando viu Neverson e outros conhecidos, “mas como o asfalto estava molhado, o veículo derrapou e fez uma pequena curva”. Ele disse que “uma testemunha acabou dizendo que também estava fazendo aquelas manobras (feitas por Neverson), o que não aconteceu”.

Para o Ministério Público, no entanto, era “inquestionável que os acusados, em claro concurso, resolveram, por espírito de emulação, dar exibições com seus veículos, passando a pilotá-los em alta velocidade e, no findar de cada manobra, acionavam o freio de mão e volviam os volantes, dando a conhecida manobra ‘cavalo de pau’,pondo em risco a saúde e a vida de diversos circunstantes que estavam ali”.

O juiz Renato Rangel Desinano acolheu a manifestação da Promotoria. “A prova colhida os incrimina de forma segura, reiterando os termos de suas confissões extrajudiciais”, escreveu.

Ele condenou Moura e Neverson a uma pena de três meses de prisão, dando-lhes, contudo, o benefício do sursis, uma suspensão condicional da pena para sanções menores a dois anos.

Por causa das condenações por roubo no Paraná e em Santa Catarina – um total de 12 anos de prisão, do qual cumpriu apenas um ano e meio antes de fugir, e depois, ainda assim, ser reabilitado -, ambas em 1992, o benefício seria suspenso. Em 1994, a Justiça decretaria a extinção da pena por prescrição.

VEJA A SENTENÇA NA QUAL MOURA FOI CONDENADO POR PRATICAR RACHA

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