Acordos de leniência devem garantir R$ 24 bilhões aos cofres públicos, diz Raquel

Acordos de leniência devem garantir R$ 24 bilhões aos cofres públicos, diz Raquel

Balanço aponta que quase 200 pessoas já tiveram delações da Lava Jato homologadas pelo STF

Beatriz Bulla/BRASÍLIA

04 Dezembro 2017 | 14h31

A procuradora-geral Raquel Dodge. FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO

Os acordos de leniência firmados pelo Ministério Público Federal (MPF) com empresas investigadas em casos de corrupção devem gerar o recebimento de R$ 24 bilhões aos cofres públicos. O número faz parte de balanço da Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgado nesta manhã em evento para o Dia Internacional de Combate à Corrupção.

De acordo com o balanço da PGR, foram firmados 18 acordos de leniência – espécie de delação premiada firmado pelas empresas.

O levantamento da PGR não indica quais acordos foram considerados no levantamento. As empresas investigadas na Lava Jato têm lançado mão dos acordos de leniência quando os executivos aderem à delação premiada. A maior multa estabelecida em acordos desse tipo foi a da J&F, que concordou com pagamento de R$ 10,3 bilhões.


O balanço da PGR também indica a delação premiada como um “fator importante para aprimoramento do trabalho de combate à corrupção”. De acordo com os números da PGR, cerca de 200 pessoas tiveram acordos de delação homologados apenas nos processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Lava Jato.

Somando a atuação da PGR, que atua perante o Supremo, como a do MPF na justiça de primeira instância, a Lava Jato já soma 293 acordos de delação.

No balanço, a PGR destaca ainda que a delação também foi um “instrumento decisivo” para aprofundamento das investigações na Operação Sépsis, em Brasília, eu investiga crimes no uso de recursos do FI-FGTS.

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