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'Aceito acareação com quem quer que seja', reage Yunes a operador de Eduardo Cunha

Ex-assessor especial da Presidência e amigo de Michel Temer (PMDB) aceita desafio de ficar frente a frente com Lúcio Funaro, apontado como operador de propinas do ex-deputado

Por Ricardo Galhardo e Valmar Hupsel Filho
Atualização:

José Yunes. FOTO: FELIPE RAU/ESTADÃO Foto: Estadão

Em resposta a Lúcio Bolonha Funaro, suposto operador de propinas do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ), o ex-assessor especial da Presidência da República José Yunes disse que aceita fazer uma acareação 'com quem quer que seja' para esclarecer o episódio do recebimento de um envelope endereçado ao ministro licenciado da Cara Civil, Eliseu Padilha.

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Nesta segunda-feira, 27, a defesa de Funaro disse ao jornal "Folha de S. Paulo" que vai processar Yunes por calúnia e pedir uma acareação entre o ex-assessor da Presidência, Eliseu Padilha e o ex-diretor da empreiteira Odebrecht Cláudio Melo Filho para negar as declarações.

"Aceito acareação com quem quer que seja ratificando todos os dizeres do meu depoimento", desafia Yunes, em declaração ao Estado.

O ex-assessor e amigo do presidente Michel Temer (PMDB) relatou em depoimento à Procuradoria-Geral da República e em entrevistas ter recebido Funaro em seu escritório, em São Paulo, no final de 2014. No encontro, Funaro - preso desde junho de 2016 na Operação Sépsis, da Polícia Federal - teria entregue um envelope endereçado a Padilha.

A declaração de Yunes corrobora o depoimento do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que disse, em delação premiada, que o escritório de Yunes era um dos lugares usados para o depósito de dinheiro destinado às campanhas do PMDB.

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