A queixa-crime de Temer

A queixa-crime de Temer

Presidente processa por calúnia, injúria e difamação empresário Joesley Batista, da JBS, que em entrevista à revista Época acusou o peemedebista de comandar 'a mais perigosa organização criminosa' do Brasil

Fausto Macedo

19 Junho 2017 | 17h32

Michel Temer. Foto: EFE/Joédson Alves.

O presidente Michel Temer (PMDB) ingressou nesta segunda-feira, 19, com dois processos contra o empresário Joesley Batista, acionista da JBS. Uma ação de natureza civil e outra, penal. Nesta, denominada queixa-crime, o peemedebista atribui a Joesley os crimes de calúnia, injúria e difamação.

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O empresário, em entrevista à revista Época, acusou o presidente de comandar a ‘mais perigosa organização criminosa’ do Brasil.


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Segundo o documento de 12 páginas, Joesley ‘é o criminoso notório de maior sucesso na história brasileira’.

“Conseguiu enriquecer com práticas pelas quais não responderá e mantém hoje seu patrimônio no exterior com o aval da Justiça. Imputa a outros os seus próprios crimes e preserva seus reais sócios”, sustenta a defesa, em alusão aos generosos termos do acordo de delação premiada do empresário com a Procuradoria-Geral da República.

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