Procuradoria acusa Cabral por propina de US$ 10,4 mi do ‘rei Arthur’

Procuradoria acusa Cabral por propina de US$ 10,4 mi do ‘rei Arthur’

Leia a íntegra da acusação, de 106 páginas, do Ministério Público Federal no Rio que acusa peemedebista de receber propinas milionárias do empresário Arthur Soares, conhecido como 'Rei Arthur'

Luiz Vassallo e Constança Rezende

10 Outubro 2017 | 15h32

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro entregou à Justiça nesta terça-feira, 10, uma nova denúncia criminal contra o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, por supostamente receber uma propina de US$ 10,4 milhões.

Além de Cabral, preso desde novembro de 2016 na Operação Lava Jato, a Procuradoria da República acusa nesta nova denúncia o empresário Arthur Cesar de Meneses Soares Filho, um ex-assessor de Cabral, Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, o doleiro Renato Shebar, o ex-secretário de Saúde do Rio Sérgio Côrtes, além de Eliane Cavalcante, Enrico Machado e Leonardo Aranha.


“No período compreendido entre 23 de março de 2012 e 21 de novembro de 2013, Sérgio Cabral, de forma livre e consciente, por intermédio do colaborador Renato Chebar, e com o auxílio de Carlos Miranda, Enrico Machado e Leonardo Aranha, solicitou, aceitou promessa e recebeu vantagem indevida de USD 10.474.460,00 (dez milhões de setenta e quatro mil, quatrocentos e sessenta dólares americanos), por pelo menos 21 transferências de recursos, a seguir indicadas, da conta da empresa Matlock, de propriedade do denunciado Arthur Soares, mantida no banco EVG, em Antígua e Barbuda, para a conta Blue Stream, de propriedade de Renato Chebar, oculta no exterior, e não declarada às repartições federais competentes, e outras empresas com contas no exterior, em razão dos contratos firmados com o Estado do Rio de Janeiro, devido ao exercício da chefia do Poder Executivo pelo primeiro”, detalha a Procuradoria.

O Ministério Público Federal ainda atribui ao ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, propinas do ‘Rei Arthur’ por meio de pagamento de despesas pessoais no valor de R$ 148 mil.

De acordo com a procuradoria da república, os esquemas chefiados por Sérgio Cabral chegaram à arrecadação de R$ 100 milhões em propinas, distribuídas por meio de contas em paraísos fiscais.

COM A PALAVRA, CABRAL

A reportagem entrou em contato com a defesa do ex-governador. O espaço está aberto para manifestação.

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