A generosidade faz de você uma pessoa mais feliz

A generosidade faz de você uma pessoa mais feliz

Jennifer Lobo*

21 Março 2018 | 04h50

 

Jennifer Lobo. Foto: Arquivo Pessoal

Diversos estudos de pesquisadores já comprovaram que indivíduos comprometidos com o bem-estar dos outros são mais felizes do que aqueles que focam apenas em si próprios. Há uma forte relação entre o altruísmo e a sensação de felicidade. Ser generoso proporciona um sentimento agradável de satisfação pessoal. Quando emoções positivas e este sentimento se encontram, experimentamos a felicidade.

Fazer da generosidade um hábito regular, uma prática sustentada e praticada ao longo do tempo, influencia o estado de satisfação plena das exigências do corpo e/ou do espírito.

Ajudar os outros reduz o estresse e a pressão arterial.

Pessoas generosas têm taxas de depressão mais baixas, são emocionalmente mais disponíveis e, consequentemente, mais saudáveis. O cérebro reage com uma sensação de recompensa por ter feito algo de bom.

Segundo a filosofia budista, existem quatro formas de praticar a generosidade: partilhar ensinamentos, oferecer coisas materiais, dar proteção, consolo e coragem e dedicar amor, tempo, apoio e energia.

O indivíduo generoso é alguém que gosta de compartilhar o que tem, é movido por um sentimento de empatia, reconhece as necessidades do outro e procura satisfazê-las.

Não há como negar que ações generosas envolvem certa satisfação no ato de colaborar, mas não se pode fazer deste prazer um fim. Neste caso, teremos um outro sentimento envolvido, o egoísmo – uma vontade de atender ao seu próprio interesse e satisfação, acima de tudo.

O exercício da generosidade verdadeira prevê que ela esteja acima de qualquer vantagem ou benefício pessoal.

Ser mais generoso, mais feliz e, consequentemente, mais saudável não significa necessariamente gastar dinheiro aleatoriamente com os outros ou prover exclusivamente bens materiais.

Pequenos gestos que favoreçam outras pessoas não estão relacionados ao valor despendido, muito pelo contrário.

Nem sempre a prática da generosidade envolverá grandes quantias. Podemos ser generosos com o tempo que dispomos, dedicando-nos a causas solidárias, por exemplo.

Ensinar uma criança ou um adulto a ler, ajudar um grupo a pintar uma escola, fazer visitas a lares de idosos, abrigos de animais, colaborar para que um desconhecido saia de uma situação de risco.

Há uma frase de Simone de Beauvoir que conceitua o ideal do amor e da verdadeira generosidade: ‘é dar tudo de si, mas sempre sentir como se isso não houvesse lhe custado nada’.

São inúmeras as oportunidades que a vida nos oferece diariamente. Se tivermos empatia, se soubermos nos colocar no lugar do outro e compreendermos suas necessidades e partirmos para a ação, seremos capazes de fazer um movimento importante na vida daquela pessoa. Nem que seja ‘só’ na vida daquela pessoa. Você já terá feito a diferença.

A felicidade, por sua vez, não é uma condição que se atinge e lá se fica. Ela só existe em comparação com as demais sensações que experimentamos e a sua concepção varia de uma pessoa para outra. É um conceito que, muitas vezes, parece inatingível ou dependente de uma série de fatores externos.

Ganhar na mega sena, ser reconhecido profissionalmente, viajar pelo mundo, encontrar um grande amor. A realização dos desejos que trariam a felicidade não está exclusivamente em nossas mãos e nem sob o nosso controle. Mas, o sentimento decorrente de um ato de generosidade depende somente da ação do indivíduo e, inevitavelmente, leva à felicidade.

Nos relacionamentos afetivos, a generosidade é um dos componentes que irá influenciar o sucesso de uma relação.

Casais felizes estabelecem cumplicidades, gostam de se sentir bem na presença do parceiro.

Conectados emocionalmente, interagem, apreciam e respeitam o outro.

Mas, acima de tudo, casais bem-sucedidos têm atitudes positivas, cultivam a gentileza e a generosidade como elementos fundamentais.

No meu trabalho como matchmaker, aproximo casais e tenho notado, cada vez mais, uma preocupação com o bem-estar do outro.

Talvez, experiências anteriores, onde esta condição tenha sido menosprezada, estejam motivando uma mudança de comportamento.

A satisfação do ‘eu’ tem cedido lugar ao ‘nós’.

De ambas as partes, casais predispostos a fazer a relação prosperar têm demonstrado uma atenção maior em conhecer as necessidades do outro e, de alguma forma, atendê-las.

Homens e mulheres têm dedicado parte do seu tempo para atuar como ‘mentores’ profissionais dos seus parceiros, orientando e abrindo os caminhos para uma trajetória profissional de sucesso e independência financeira.

Há uma recompensa emocional no gesto.

Além de estreitar os laços existentes, a parte beneficiada reconhece a ação como algo que irá marcar definitivamente a sua vida, um sentimento de gratidão incorporado à relação.

Para quem oferece o seu tempo, atenção e experiência, a felicidade de ter feito algo por alguém.

Relações assim, que valorizam as prioridades do outro parceiro, permeadas de grandes ou pequenas atitudes voltadas ao par, têm mais chances de sucesso.

Muitos pensam que, por não serem financeiramente capazes de grandes ações altruístas, é melhor nem tentar. Estes desconhecem o valor e se privam das pequenas manifestações de generosidade.

Experimente oferecer proteção, afeto, tempo e se permita vivenciar a sensação de ter feito a diferença no dia, na vida do outro.

É fato, a generosidade gera felicidade!

*Jennifer Lobo, graduada pela Auburn University, Alabama, com especialização em Comunicação e mestrado em Relações Públicas. Certificada pelo Matchmaking Institute, empreendedora, é fundadora e CEO da plataforma de relacionamentos MeuPatrocinio.com. Autora do livro ‘Como Con$eguir um Homem Rico’, escrito em conjunto com Regina Vaz, terapeuta de casais.

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