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FAUSTO MACEDO é repórter de Política do jornal "O Estado de S.Paulo" (fausto.macedo@estadao.com) Colaboração: Mateus Coutinho, repórter de Política do jornal "O Estado de S.Paulo" (mateus.coutinho@estadao.com), e Julia Affonso, repórter do jornal “O Estado de S.Paulo” (julia.affonso@estadao.com)
domingo 21/12/14 19:00

Justiça nega acesso à delação de ex-gerente da Petrobrás

Por Fausto Macedo, Ricardo Chapola e Ricardo Brandt A Justiça Federal vetou o acesso à delação premiada do ex-gerente executivo de Engenharia da Petrobrás, Pedro Barusco. A decisão é do juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, investigação sobre esquema de lavagem de dinheiro e propinas na Petrobrás. A defesa de cinco executivos da OAS, entre eles o presidente da empreiteira, José Aldemário Pinheiro Filho, o Leo Pinheiro, queria conhecer as revelações de Barusco, que fechou acordo de delação ...

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sábado 20/12/14 16:00

Agenda de ex-diretor reforça suspeita de propinas a políticos

Por Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo Na agenda pessoal de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás e primeiro delator da Operação Lava Jato, a Polícia Federal encontrou indícios que reforçam as suspeitas sobre o suposto repasse de recursos a políticos. São anotações manuscritas que se destacam em algumas páginas da caderneta de Costa, apreendida pela PF em março de 2014, na residência do ex-diretor, no Rio, quando foi deflagrada a missão que desmantelou esquema de corrupção na ...

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sexta-feira 19/12/14 21:18

Tribunal desbloqueia R$ 148 mi de empresa do cartel de trens

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Fausto Macedo O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3) ordenou o desbloqueio de R$ 148,17 milhões das contas de investimentos da multinacional francesa Alstom, apontada como integrante do cartel dos trens em São Paulo. A decisão é do desembargador José Marcos Lunardelli, que acolheu recurso de apelação interposto pelos advogados da Alstom. O desembargador considerou que o embargo do valor "pode ocasionar problemas rapidamente à empresa, como dificuldades na garantia de dívidas e captação de novos recursos, bem como para honrar ...

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sexta-feira 19/12/14 19:21

Procuradoria denuncia coronel Ustra e mais dois militares por morte de ativista na ditadura

Coronel Ustra. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Por Julia Affonso e Fausto Macedo 

O Ministério Público Federal denunciou nesta sexta-feira, 19, três militares pela morte do militante político Hélcio Pereira Fortes, em janeiro de 1972. O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, o delegado Dirceu Gravina e o delegado aposentado Aparecido Laertes Calandra são acusados por homicídio doloso qualificado.

A Procuradoria quer ainda que os três tenham a pena aumentada por causa de agravantes, como motivo torpe para a morte, emprego de tortura e abuso de poder. O ativista era ligado ao PCB e dirigente da Ação Libertadora Nacional. Ele foi morto aos 24 anos após ser torturado no Destacamento de Operações de Informações do antigo II Exército (DOI), em São Paulo.

“Os delitos foram cometidos em contexto de ataque sistemático e generalizado à população, em razão da ditadura militar brasileira, com pleno conhecimento desse ataque, o que os qualifica como crimes contra a humanidade – e, portanto, imprescritíveis e impassíveis de anistia”, afirma o procurador da República Anderson Vagner Gois dos Santos, responsável pela denúncia.

Coronel Ustra. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Coronel Ustra. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Fortes foi sequestrado em 22 de janeiro de 1972 por agentes da repressão no Rio de Janeiro e levado para a sede do DOI na capital fluminense. Alguns dias depois, foi transferido para o DOI em São Paulo. Lá, Ustra, na época o major que comandava a unidade, Gravina e Calandra, seus subordinados, submeteram o militante à tortura e a maus tratos, segundo a denúncia.

O MPF sustenta que a versão oficial de Ustra afirma que a morte de Hélcio teria ocorrido às 10h do dia 28 de janeiro. No entanto, conforme relato da testemunha Darci Toshiko Miyaki, militante da ALN que também esteve presa no DOI na mesma época, ela e Hélcio foram conduzidos a São Paulo por agentes da repressão no dia. Eles teriam chegado ao DOI por volta das 16h.

Darci afirma ainda que estava em uma sala ao lado da de Hélcio e ouviu os grito do ativista, nos momentos em que as torturas eram interrompidas. De acordo com ela, em um dos intervalos, um dos agentes disse que Hélcio estava sendo empalado. A testemunha acredita que ele tenha morrido no dia 30 ou 31 de janeiro.

Morte. Para a Procuradoria, Ustra planejou e executou a “versão oficial” de que a vítima teria fugido da prisão e falecido em decorrência de tiroteio com agentes de segurança. A explicação está no atestado de óbito e no laudo do exame de corpo de delito de Hélcio.

O ativista foi enterrado no Cemitério Dom Bosco, no bairro de Perus, em São Paulo, sem a presença dos parentes. A família conseguiu levar os restos mortais de Hélcio para Ouro Preto, cidade natal do militante, três anos depois, em 1975. Segundo o MPF, a ocultação do cadáver tinha como objetivo esconder a verdadeira causa da morte, pois, após enterrado, dificilmente o corpo seria localizado e, assim, não seria possível constatar a existência de marcas da tortura.

O coronel Ustra tem negado reiteradamente uso de métodos de tortura nas dependências do DOI-CODI. Os outros dois acusados, Gravina e Calandra, também negam prática de tortura.

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sexta-feira 19/12/14 10:00

Governador do Acre recebeu R$ 300 mil, diz delator

delacao-costa

Por Fausto Macedo, Ricardo Brandt, Fábio Fabrini e Julia Affonso O governador do Acre, Tião Viana (PT), recebeu R$ 300 mil do esquema de propinas e corrupção na Petrobrás para sua campanha em 2010, segundo afirmou o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa em um dos seus depoimentos da delação premiada. O primeiro governador petista a ser citado na Lava Jato integra uma extensa lista de 28 políticos acusados pelo ex-diretor da Petrobrás na delação por meio da qual espera ter sua ...

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sexta-feira 19/12/14 05:00

Ex-diretor citou em delação 28 políticos beneficiários de esquema na Petrobrás

delacao-costa

Primeiro delator da Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa citou em 80 depoimentos que se estenderam por duas semanas, entre agosto e setembro, uma lista de 28 políticos - que inclui ministro e ex-ministros do governo Dilma Rousseff (PT), deputados, senadores, governador e ex-governadores. O Estado obteve a lista completa dos citados. A relação inclui ainda parlamentares que integram a base aliada do Palácio do Planalto no Congresso como supostos beneficiários do esquema de ...

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sexta-feira 19/12/14 01:00

Vamos falar a verdade

Gustavo Mascarenhas. Foto: Divulgação

Por Gustavo Mascarenhas* Precisamos dizer com todas as letras que existe racismo, homofobia e discriminação de gênero no Brasil. Mas apenas dizer isto sem a proposição de medidas práticas e eficazes no combate ao problema não passa de comodismo e proveito do sofrimento alheio. Defender a cassação de um deputado pelos absurdos que diz nada mais é do que de aproveitamento politico, que vem sendo tolerado e até estimulado pela sociedade brasileira. Bolsonaro candidato foi o mais votado no Rio de Janeiro, ...

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quinta-feira 18/12/14 16:35

‘A Dilma não comprou os delegados da PF’, afirmam policiais

Por Fausto Macedo Os delegados de Polícia Federal lançaram nesta quinta feira, 18, um grito de guerra contra aqueles que se opõem à sua atuação. "Não podemos deixar que a Polícia Federal vire poeira, como querem nossos adversários. 2014 foi o ano do bateu, tomou. Aqui é assim, você não vai bater não, porque aqui a gente trabalha, a gente lê os inquéritos, né? Aqui a gente trabalha, bateu, levou", convocou o delegado Edson Fábio Garutti Moreira, que integra os quadros ...

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quinta-feira 18/12/14 05:01

Empreiteira do cartel vai pagar R$ 7,5 milhões para fundo penitenciário

Por Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brandt No acordo de leniência que fechou com o Ministério Público Federal, no âmbito da Operação Lava Jato, a empreiteira Setal Óleo e Gás (SOG) e 5 coligadas se comprometeram a pagar R$ 15 milhões, a título de multa compensatória, sendo 50% desse valor para o caixa da Petrobrás e os outros 50% para o Fundo Penitenciário Nacional. É o primeiro acordo dessa natureza na investigação sobre o esquema de corrupção, propinas e ...

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