Mexer na “regra de ouro” preocupa países investidores e significa rebaixamento na certa

Eliane Cantanhêde

05 Janeiro 2018 | 18h20

Embaixadas estrangeiras em Brasília receberam com perplexidade e preocupação a informação de que o governo e o Congresso articulam uma proposta de emenda à Constituição para flexibilizar a chamada “regra de ouro”, pela qual o Executivo fica impedido de contrair dívida para pagar emendas correntes, sob o risco de incorrer no crime contra a responsabilidade fiscal.

A embaixada da Espanha, por exemplo, enviou ofício para a chancelaria de Madri, nesta sexta-feira, 5/1, com a notícia veiculada pela mídia e as críticas que vêm sendo feitas internamente à intenção do governo. O País tem pesados investimentos no Brasil, sobretudo nos setores de telecomunicações e de exploração do Pré-Sal e não gostaria de ver mudanças nas regras fiscais.

O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), que conversou com o embaixador da Espanha, Fernando Villalonga, foi direto ao ponto e alertou que, se a “regra de ouro” for mudada, o efeito será imediato: “Será rebaixamento na certa da nota do Brasil no rating das agências de risco internacionais”.