Para alimentar radicais das redes
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Para alimentar radicais das redes

Cidadão que foi à TV e buscou complemento na internet foi dormir frustrado.

Redação

15 Outubro 2014 | 16h41

Por Eduardo Muylaert*

Para que serviu o primeiro debate? Como repercutiu nas redes sociais? Numa reta final marcada pelo empate técnico, tudo vai ser definido nos próximos nove dias.

Quatro fatores vão influir no quadro final: as pesquisas, a propaganda, os debates e as redes sociais. Muita ansiedade nessa reestreia, pois o debate final do 1.º turno foi decisivo.

A política, hoje em dia, são mais pessoas do que ideias, o perfil é mais importante que o projeto: cada candidato procurou reforçar sua imagem e seus clichês, e desconstruir o adversário. As redes sociais, Twitter e Facebook especialmente, reproduziram esse panorama.

Dilma sugeriu que os espectadores entrassem no site do Tribunal de Contas do Estado de Minas e, nos comentários, considerou isso uma iniciativa importante. O site, diga-se, saiu do ar, possivelmente por excesso de acessos.

O eleitor buscou informação, talvez diante da ausência de propostas de lado a lado. Voltaram à pauta a corrupção e os ataques entre os candidatos, replicados imediatamente online.

As redes demonstraram insatisfação com a polarização, onde cada internauta adora seu candidato e critica, ataca e ofende o adversário.

O bate-boca pode servir para esquentar os tamborins das redes sociais e para alimentar a propaganda nos próximos dias. Mas o cidadão que foi à TV e buscou um complemento na internet foi dormir frustrado.

O branco predominou, Dilma de branco, Aécio de camisa branca. Muito barulho nas redes e um grande branco nas grandes questões.

 

*Eduardo Muylaert é professor associado da FGV Direito Rio.

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