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Quem Faz

Pesquisadores e professores da FGV Direito Rio, em parceria com o Estadão, analisam a disputa nas redes sociais e suas repercussões nos julgamentos do TSE e na legislação brasileira
sábado 25/10/14 13:47

Muito volume, pouca profundidade

Por Fernando Fontainha* Nestas eleições, o que ninguém põe em questão é: como é possível um debate mais aprofundado, no qual concepções densas sobre o Brasil podem ser feitas, nos moldes propostos pelas TVs e pelas redes sociais? Os canais de TV aberta concebem um debate político que é uma alternância rápida de turnos de fala de no máximo três minutos cada. As redes sociais propõem uma interface estruturada na forma de timeline, uma lista cronológica ...

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sábado 25/10/14 08:38

O day after nas redes e nos jornais

Por Eduardo Muylaert*

O mundo saberá quem vai presidir o Brasil por volta das 21 horas de domingo.  Mesmo assim, as análises ex post facto (feitas depois que os fatos aconteceram) vão ser bem conflitantes.

O que veremos de imediato nas redes e nos jornais do dia seguinte? A capa grita AÉCIO ELEITO, em cima de uma foto do candidato exultante e cercado de correligionários. Logo abaixo, as matérias imprescindíveis: o efeito do último debate, o erro dos institutos de pesquisas, a alta da bolsa e a queda do dólar, o que Armínio fará na economia, os outros possíveis ministros, as adesões de primeira hora, a nova posição do PMDB.

Ao lado, na mesa, outro matutino: DILMA REELEITA. Abaixo, a foto da presidente sorridente, de vermelho, e as matérias inevitáveis: a desconstrução do outro candidato, de onde vieram os votos, quem vai dirigir a economia, com quem fica a Casa Civil, os ministros que saem – Cultura, por exemplo – e os que ficam, a reação do mercado, a alta do dólar, a queda da bolsa, as reações internacionais, a velha posição do PMDB.

Embora as pesquisas de última hora indiquem vantagem para Dilma, os editores tem que estar preparados para tudo. Afinal, segundo alguns trackings que circulam, as coisas não são bem assim. E a estrutura dos jornais de segunda tem que estar pronta, nas duas versões, para o que der e vier.

Hoje, com a velocidade da apuração e da informação, não é preciso apostar, mas é necessário estar preparado. Houve um tempo em que uma manchete errada era o pesadelo do jornalista ou do blogueiro. DEWEY DERROTA TRUMAN, as letras garrafais do Chicago Tribune, que precisou ser recolhido, foram desmentidas pelos resultados da eleição presidencial americana de 1948 e se tornaram uma lição definitiva.

CULPADO, gritava o novo portal PATHFINDER, em 1995. Era o começo da internet e, em 5 minutos, surgiu NÃO CULPADO, o verdadeiro resultado do julgamento de O.J. Simpson, acusado de homicídio. Uma rádio brasileira chegou a anunciar, erroneamente, a morte de um Papa que estava apenas doente. São episódios até hoje lembrados com galhofa, de um lado, e vergonha, de outro.

As redes de televisão estarão com todos os seus analistas a postos. Durante o dia, a cobertura morna, quem foi votar, onde, o dia dos candidatos, algumas ocorrências de briga, embriaguez ou boca de urna, algumas queixas, quantos terminais de votação quebraram e foram substituídos. Encerrado o horário de votação na Região Norte, às 20 horas, intenso nervosismo com as primeiras bocas de urnas e as primeiras análises. Se os resultados forem apertados, o suspense continua até a apuração do último voto.

E as redes? Durante todo o domingo, milhares de versões, boatos, provocações, pois a internet, bem ou mal, escapa ao controle rígido que a imprensa sofre no dia D. A partir do resultado, luto e silêncio de um lado, festim diabólico do outro, explicando que o bem venceu e o mal foi derrotado, que a verdade sempre vence, que o povo sabe escolher, que a imprensa é vendida, que os institutos são mercenários, que o País vai mudar, que agora é que são elas etc. etc. etc.

 

*Eduardo Muylaert é professor associado da FGV Direito Rio.

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quarta-feira 22/10/14 13:46

Mais informação, mais debate? A política na rede.

Por Fernando Leal* Se na televisão as acusações aumentam e o tom agressivo dos debates entre os candidatos se intensifica, na rede não é diferente. Neste segundo turno, a disputa entre os dois candidatos permanece acirrada nos números e intensa nos palanques – reais e virtuais. Na guerra virtual, porém, partidários de cada candidato cada vez mais se embrenham em suas trincheiras e aplicam golpes cada vez mais duros contra os seus adversários. Parece que, neste momento, muitos espaços na rede ...

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segunda-feira 20/10/14 16:08

Reações das redes à Justiça Eleitoral

Por Ivar Hartmann* No 2.º turno destas eleições presidenciais, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu ser o pedagogo do povo. Sinalizou uma mudança de posicionamento e passou a condenar qualquer ataque mais forte entre as candidaturas petista e tucana. Os ministros parecem admitir que daqui para frente serão sempre coadjuvantes diante da internet. Tentam frear o inevitável realizando uma patrulha do que ainda conseguem controlar: o horário da TV e rádio. Mas agora há outro palco relevante: as redes sociais. Nelas, os eleitores notaram ...

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domingo 19/10/14 14:14

Umas palavrinhas para melhorar as ofensas

Por Eduardo Muylaert* As redes continuam aumentando o tom das ofensas na semana matadora que terminará com o nocaute de um dos candidatos. A Justiça Eleitoral teve que sair do seu papel minimalista e tentar por um pouco de ordem na baixaria, pois a Lei das Eleições garante a liberdade de expressão mas pune as ofensas, até criminalmente[1]. O efeito  da troca de acusações,  ao vivo e em cores, é difícil de avaliar.  Parece que aumenta a rejeição aos candidatos ...

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