TST pode definir plano de saúde dos Correios

TST pode definir plano de saúde dos Correios

Luiza Pollo

08 Janeiro 2018 | 05h30

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) vai julgar em fevereiro ação para retirar pais, filhos e cônjuges do plano de saúde dos funcionários dos Correios. A proposta da estatal é bancar 100% do benefício apenas para os 140 mil servidores da ativa e aposentados. Hoje, a regra permite a cobertura de 95% dos custos do plano aos concursados e de seus 260 mil dependentes. Os Correios esperam reduzir em um terço o gasto de R$ 1,8 bilhão anual caso o TST acate a oferta. Como compensação, a estatal se propõe a distribuir 15% do lucro aos funcionários.

A fonte secou. O argumento da cúpula dos Correios é simples. Alega que, se continuar nesse ritmo, em poucos anos a estatal não terá como pagar o plano de saúde de ninguém.

Tentativa. Em uma das negociações entre servidores e a estatal, o ministro Emanoel Pereira, do TST, propôs que os Correios cobrissem 75% dos custos com o plano e os funcionários, os outros 25%. O sindicato rejeitou a oferta.

Vai começar. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), quer iniciar em fevereiro a transição do governo para o seu vice, Márcio França (PSB). O presidenciável tucano já começou a definir quem deve deixar o secretariado.

Palanque. Além de Alckmin e do ministro Henrique Meirelles, o prefeito João Doria também vai falar em Davos, na Suíça, maior palco mundial de personalidades políticas e empresariais do planeta. São esperados ainda os presidentes Trump, Putin, Macron e a chanceler Angela Merkel.

Acordão. Interlocutores de Temer dizem que o Ministério da Indústria e Comércio pode ser usado para convencer o deputado Celso Russomanno (PRB-SP) a sair da disputa ao Palácio dos Bandeirantes e apoiar Paulo Skaf, do MDB, na corrida à cadeira. O deputado lidera pesquisas no Estado.

Todo teu. Em contrapartida, Temer referendaria o nome de Guto Ferreira, ligado a Russomanno, na Indústria. No Planalto, não descartam, porém, os nomes de Guilherme Afif (PSD) e Germano Rigotto (MDB) para assumir a pasta caso o PRB perca o comando dela.

Punição amarga. O TSE estipulou o valor da multa para quem divulgar pesquisa fraudulenta referente à eleição deste ano. Além de constituir crime, punível com detenção de seis meses a um ano, quem for flagrado pode ser multado de R$ 53,2 mil a R$ 106,4 mil.

É regra. Entidades e empresas que realizam pesquisas sobre os cenários eleitorais e os candidatos estão obrigadas a informá-las à Justiça Eleitoral. O registro das sondagens deve ocorrer até cinco dias antes de sua divulgação para evitar penalidades.

CLICK. O vereador Mario Covas Neto (PSDB-SP) falou com a presidente do Podemos, Renata Abreu, sobre a possível filiação dele à sigla para concorrer ao Senado.

Foto: Facebook Mario Covas Neto

Cabo eleitoral. Longe dos holofotes desde o impeachment, o ex-ministro Ricardo Berzoini confirmou presença nos atos de apoio ao julgamento de Lula, em Porto Alegre, no próximo dia 24.

Nos bastidores. Berzoini diz que não pretende sair candidato este ano, mas quer ajudar o PT na articulação política.

PRONTO, FALEI!

Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Um partido que se propõe a cercar um tribunal para tentar ganhar um julgamento no grito perde a autoridade moral”, DO MINISTRO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E AGRÁRIO, OSMAR TERRA, sobre as manifestações do PT em apoio ao ex-presidente Lula.

NAIRA TRINDADE (editora interina). COM REPORTAGEM DE LEONEL ROCHA, ISADORA PERON E RAFAEL MORAES MOURA. COLABOROU IGOR GADELHA

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