TSE vai dividir com PF digitais de eleitores

TSE vai dividir com PF digitais de eleitores

Luiza Pollo

16 Novembro 2017 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

As impressões digitais dos eleitores que se cadastraram para votar em urnas eletrônicas biométricas serão compartilhadas com a Polícia Federal. O convênio entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a instituição será assinado hoje, em Brasília, pelo presidente da Corte, Gilmar Mendes, e o diretor-geral da PF, Fernando Segóvia. A polícia poderá utilizar as informações em investigações criminais. O TSE também terá acesso ao banco de dados da PF, que será usado para cadastrar automaticamente eleitores que não tiveram suas digitais coletadas.

Acelera. O convênio também pode acelerar a emissão de passaportes. Quem tiver as digitais cadastradas no TSE não precisará repetir o procedimento ao pedir o documento à PF.

Dado. O TSE já colheu as impressões digitais de 68 milhões de pessoas, o que corresponde a 46,43% do total do eleitorado. A meta é concluir a identificação de todo o eleitorado até 2022.

Ensaio. O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) já teve duas reuniões com o marqueteiro Luiz Felipe Soutello, responsável pelo programa do PSD. Cotado para disputar a eleição presidencial de 2018, ele será a estrela da peça que vai ao ar dia 21 de dezembro.

Todo seu. O presidente licenciado do PSD, Gilberto Kassab, e parlamentares da sigla não vão participar do programa. O foco será a recuperação econômica e o esforço dele para o equilíbrio fiscal.

Ele e elas. Meirelles só não será o único a aparecer porque a lei exige a participação de mulheres. As representantes do partido falarão sobre machismo.

Escolhe. Para ficar com o Ministério das Cidades, o PP já fala internamente em entregar o da Saúde. O partido sabe que a base de Temer não irá permitir que administre os dois maiores orçamentos da Esplanada. O presidente sonha em colocar David Uip na saúde.

Naufrágio. Primeira empreiteira da Operação Lava Jato a fechar acordo de leniência com o governo, a UTC está sem capital para pagar os R$ 574 milhões devidos. A empresa, em recuperação judicial, tem R$ 1 bilhão para receber da Petrobrás, mas a petroleira suspendeu pagamentos de contratos sob suspeita.

Fôlego. O ex-ministro Bruno Araújo quer tirar uns dias de folga antes de reassumir o mandato de deputado federal pelo PSDB-PE. Diz que ganhou de presente hipertensão e refluxo.

SINAIS PARTICULARES. Bruno Araujo, ex-ministro das Cidades; por Kleber Sales

Meu. Presidente da CCJ da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) empregou o advogado Mateus de Moura Lima, citado na delação de Lúcio Funaro como operador de Toninho Andrade, vice-governador de MG.

Caindo fora. Lima trabalhou por um ano e meio no gabinete de Pacheco e dois meses na CCJ. Pediu exoneração em 8 de junho, quando Andrade apareceu nas planilhas da JBS.

Com a palavra. Pacheco diz que os fatos delatados são anteriores à admissão por ele do advogado nos seus gabinetes.

CLICK. De carona no #vemprarua, TSE decidiu manter a campanha #vempraurna, utilizada em eleições anteriores, para convencer o eleitor jovem a votar em 2018.

 

Reprodução TSE

Missão. Num de seus últimos atos na direção-geral da PF, Leandro Daiello indicou os delegados Denisse Ribeiro e José Azevedo para ajudar a CPMI da JBS. A comissão é usada pelo governo para encontrar irregularidades do Ministério Público na delação de Joesley e Wesley Batista, da JBS.

Doril. Na representação do MP acolhida pelo desembargador Abel Gomes para prender empresários de ônibus no Rio de Janeiro não há menção à decisão do ministro Gilmar Mendes, Supremo, que os soltou anteriormente nem da 2a Turma, que ratificou a liminar. É como se não existissem.

Só coincidência. Se engana quem pensa que Abel Gomes atuou para vingar o juiz Marcelo Bretas, que mandou prender os empresários da primeira vez, mas teve a decisão revogada pelo Supremo. Os dois não se bicam.

PRONTO, FALEI!

Foto: Estadão

“Sou candidatíssimo ao governo. Tenho apoio do prefeito Marcelo Crivella e da Igreja Universal”, DO DEPUTADO ÍNDIO DA COSTA (PSD-RJ), Secretário de Urbanismo da Prefeitura do Rio de Janeiro, negando que vá desistir em prol de Cesar Maia (DEM-RJ).

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

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