Tentativa de Ricardo Teixeira de delação nos EUA emperrou

Tentativa de Ricardo Teixeira de delação nos EUA emperrou

Luiza Pollo

29 Novembro 2017 | 05h30

Foto: Fábio Motta|Estadão

O ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira tentou, por meio de seus advogados, em quatro oportunidades, fechar uma delação premiada com autoridades americanas no processo conhecido como “escândalo da Fifa”. A ‘Coluna’ apurou que o acordo não foi celebrado porque o Ministério Público americano exigiu que Teixeira ficasse preso em regime fechado durante um período. Nos EUA, ao fechar o acordo, o MP pede a redução da pena ou mesmo uma não pena de prisão. O juiz decide o quanto reduz sem fugir muito dos parâmetros existentes. Além do FBI, o ex-dirigente é alvo da Justiça na França, Andorra, Brasil, Suíça e Espanha.

Com a palavra. O advogado de Ricardo Teixeira no Brasil Michel Assef Filho nega que ele tenha negociado delação premiada nos Estados Unidos e qualquer ilegalidade. A Coluna não localizou a defesa do ex-dirigente nos EUA.

O caso. Em solo americano, a investigação contra Teixeira envolve contrato que ele assinou com a Nike, além de propinas que teria recebido em troca de direitos de transmissão para torneios nacionais.

Telefone… O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) fez duas tentativas antes de conseguir falar ontem com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, depois de se surpreender com ataques do demista a ele.

…sem fio. A confusão se instalou após Maia provocar: “Peça ao Meirelles me trazer os 308 votos e eu voto o texto dele”, em resposta a jornalistas anteontem sobre a resistência da equipe econômica em negociar a reforma da Previdência.

Continuar… O programa nacional do PMDB deu início ao que a cúpula do partido chama de “Plano Temer”. Ao apresentar os resultados do governo e atacar as acusações da PGR contra o presidente, o partido testa o nome de Temer para reeleição.

Fora do ar. A versão original do programa nacional do PMDB veiculado ontem faria menções à TV Globo. Conteúdo retirado a pedido do presidente Michel Temer.

CLICK. Condenado a 13 anos por formação de quadrilha, o deputado cassado Natan Donadon aproveitou a liberdade condicional e ontem visitou os ex-colegas.

 

Foto: Leonel Rocha

Alô, PF. O presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues, continuou se comunicando por mensagem de celular com correligionários e aliados nos seis dias em que ficou foragido da PF. Alvo da Operação Caixa D’Água, se entregou ontem em Brasília.

Pedidos de Natal. O ministro Aloysio Nunes tem se queixado dos frequentes pedidos de políticos e de juízes de tribunais superiores para promover apadrinhados no Itamaraty.

Sem chance. A quem o procura com esse pleito, avisa que “não admite diplomata que fura a fila de avaliação interna com pistolão político”. E diz que o critério para promoção é qualificação, não pressão externa.

Só aqui. O ministro compara: “Alguém já ouviu senador influenciando promoção de coronel a general?”

Sinais Particulares: Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores; por Kleber Sales

 

Carne fraca. Presidente da CPMI da JBS, o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) pretende aprovar nesta quarta-feira no colegiado as datas para ouvir políticos envolvidos com o grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Os eleitos. Entre os que devem ser convocados para explicar a relação da JBS com o BNDES, estão os ex-presidentes Lula e Dilma e os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Antonio Palocci, ambos presos.

PRONTO, FALEI!

Foto: Facebook/Daniel Coelho

“A liderança na Câmara deve representar conexão com a sociedade e não acordo entre políticos”, DO DEPUTADO DANIEL COELHO (PSDB-PE), sobre o grupo do governador de Goiás, Marconi Perillo, ter exigido que ninguém com o perfil do deputado seja eleito para a vaga. Coelho defende o rompimento com o governo Temer. 

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COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABORARAM JAMIL CHADE, TÂNIA MONTEIRO E IGOR GADELHA