Temer credita mandato à relação com Congresso

Temer credita mandato à relação com Congresso

Coluna do Estadão

15 Maio 2018 | 05h30

Eunício Oliveira, presidente do Congresso, e Michel Temer Foto: Dida Sampaio/Estadão

Após dois anos de mandato, o presidente Michel Temer pretende deixar uma lição para qualquer que seja o seu sucessor: “Não adianta ter má vontade com o Congresso. As pessoas acham que o presidente faz o que quer, mas ele depende do Legislativo e do Judiciário”. Na sua opinião, a experiência de ex-presidente da Câmara foi fundamental para que ele permanecesse no cargo até agora. “Eu trouxe o Congresso para o governo comigo. O meu governo é semipresidencialista.” E completou: “Senão, hoje eu não estaria sentado aqui nessa cadeira”.

Antes que acabe. Os dois anos do governo foram completados no dia 12 de maio, mas a festa será hoje seguida de uma reunião ministerial ampliada. O mote será “O Brasil voltou”. Líderes da base aliada no Congresso foram convidados.

Azedou. Depois de o presidente Temer dizer ao jornalista Gerson Camarotti que Alckmin está correndo atrás dele de forma insistente, interlocutores do tucano avisaram ao Palácio que qualquer discussão sobre campanha será com o presidente do partido, Romero Jucá, e não com Temer, que passa a ser ignorado.

Consolidando. A maioria dos deputados federais do MDB já defende apoio à candidatura de Henrique Meirelles. A avaliação é que, se ele não ajuda, também não atrapalha. O ex-ministro tem 1% das intenções de votos, mas não conta com o mesmo índice de rejeição de Temer.

Plano B. O líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), confirma a disposição da bancada. “Em não sendo Michel (Temer) candidato, hoje existe simpatia majoritária da bancada pela candidatura própria do Meirelles”, diz. Na quarta, o presidenciável buscará o apoio da bancada do Senado.

Bancada dos ex. O ex-ministro dos Transportes Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP) vai disputar mandato de deputado federal. No final de 2017, foi preso pela Operação Caixa D’água.

É famoso? Pesquisas internas do PSDB mostram que o eleitorado acha que o presidenciável Flávio Rocha (PRB) é um apresentador de TV. O nome dele foi testado como possível vice de Geraldo Alckmin.

CLICK. Prefeitos mineiros viajaram para BH com os carros oficiais das prefeituras para o lançamento da pré-candidatura de Antonio Anastasia ao governo de Minas.

FOTO: COLUNA DO ESTADÃO

Assinado. O Banco do Brasil se tornou a terceira instituição financeira no mundo a fazer um acordo de cooperação com a Interpol de compartilhamento de informações relacionadas a crimes cibernéticos.

Cartada. A promessa do presidenciável Geraldo Alckmin de que vai dobrar a renda do brasileiro tem tornado seus discursos mais atraentes. Candidato ao governo do Rio, Indio da Costa (PSD) diz que durante um evento o tucano acordou o eleitorado ao citar o compromisso financeiro.

SINAIS PARTICULARES: Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB

Dia D. Nesta quarta o setor portuário será bombardeado no TCU. A ministra Ana Arraes pautou o processo que deve anular a renovação dos contratos do grupo Libra no Porto de Santos. Ela deve concordar com o relatório dos auditores que propõe a anulação. O Ministério Público também.

Parou. O inquérito 4130 contra a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, está parado no MPF desde 15 de março. A PF já concluiu sua parte e encontrou indícios de corrupção e lavagem de dinheiro. O relator é o ministro do STF Dias Toffoli.

PRONTO, FALEI! 

“Joaquim Barbosa nunca foi um outsider. Na verdade, ele estava offside (fora de jogo) por motivos pessoais”, DO DEPUTADO SILVIO COSTA (AVANTE-PE) sobre a saída do ex-ministro da disputa presidencial.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE. COLABORARAM ELIANE CANTANHÊDE E BRENO PIRES 

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