Temer cogitou demitir seus principais aliados

Temer cogitou demitir seus principais aliados

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Luiza Pollo

15 Dezembro 2016 | 05h00

Michel Temer e Eliseu Padilha. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Michel Temer e Eliseu Padilha. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Michel Temer estava decidido no final de semana a “convencer” Eliseu Padilha, Moreira Franco e José Yunes a pedir demissão por terem sido citados em delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Claudio Melo. Temer, que também é alvo, abandonou a ideia já na segunda-feira ao avaliar que, se for trocar ministros a cada novo depoimento, logo os indicados pelos partidos aliados serão atingidos e substituí-los pode pôr em risco sua base de apoio no Congresso. Com baixo apoio popular, o governo se sustenta na força da base.

Temer também levou em consideração que, desde sua posse, seis auxiliares já pediram demissão. Se Padilha, Yunes e Moreira saíssem seriam mais três a tomar o mesmo rumo. E logo, logo teria de demitir pelo menos outros seis, que, já se sabe, serão mencionados em delações da Odebrecht.

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