Senado articula revide a procurador da Lava Jato

Senado articula revide a procurador da Lava Jato

Luiza Pollo

03 Novembro 2017 | 05h30

Carlos Fernando do Santos Lima. Foto: Rodolfo Buhrer/Estadão

O Senado prepara uma resposta ao procurador Carlos Fernando, da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, que tem usado as redes sociais para criticar congressistas. Um grupo de senadores se articula para dar o troco aprovando as dez medidas contra a corrupção propostas pelo MPF, mas da forma desconfigurada como o pacote saiu da Câmara. Esses senadores também defendem a possibilidade de a Polícia Federal fazer delação premiada, o que contraria o MP, e a exigência de que os depoimentos de colaboradores nos dois órgãos sejam acompanhados por um juiz e ministros do STF ou STJ.

Flechadas. No dia 31 de outubro, por exemplo, o procurador Carlos Fernando postou no Facebook: “Governar com o Congresso é o eufemismo para a compra de apoio parlamentar. Já vimos isso em governos anteriores”.

Da tribuna. Em 27 de outubro, afirmou: “Agora o foro dos parlamentares é duplamente privilegiado, pois são julgados pelo STF, mas este órgão não pode prendê-los. Absurdo”, sobre a decisão do Supremo de submeter ao Congresso medidas cautelares.

Com a palavra. O procurador Carlos Fernando disse à Coluna que “prefere não comentar o assunto”.

A gente tenta. O governo está em busca de uma agenda que levante a autoestima dos brasileiros para evitar que o clima de “fora tudo” contamine as eleições.

Cases… Só falta o presidente Michel Temer dar seu aval para o governo colocar na rua cinco campanhas publicitárias: Agora, é Avançar, Rio de Janeiro a Janeiro, Modernização Trabalhista, PIS-Pasep, Salvação da Previdência.

…de sucesso. A campanha que faria uma analogia às seleções de Tite e Felipão foi remodelada após os dois ameaçarem processar o governo. Agora chamada de “campanha da virada”, a peça publicitária não terá menção aos dois técnicos.

De virada. O vídeo já está pronto. A mensagem diz: “2015, a inflação estava em dois dígitos, a Petrobrás tinha sido saqueada, roubada e destruída, o desemprego crescente e a taxa de juros estava em 14,25%. Mas aqui é Brasil. Viramos esse jogo. #juntosfazemos”.

Incrédulos. Ao menos dois ministros souberam com antecedência por assessores que a ministra Luislinda Valois havia comparado sua situaççao no governo a trabalho escravo, mas acharam que era uma brincadeira. Ambos tomaram um susto quando descobriram que o fato era real.

Descontrole. Após a Coluna revelar o documento no qual Luislinda pede para receber R$ 61 mil, soma do salário de ministra com sua aposentadoria, um ministro concluiu que foi uma semana de surto. Depois de Torquato Jardim foi a vez dela.

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Jogando parado. Relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA) não vai tratar formalmente do tema até que a base do governo defina a data da votação no plenário. O deputado avisou ao Palácio do Planalto que já pagou alto custo político com o tema.

Papo reto. O vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), vai direto ao ponto. “Se algum parlamentar está dizendo ao presidente Michel Temer que a reforma da Previdência tem chance de ser aprovada na Câmara, está mentindo”.

SINAIS PARTICULARES: Fábio Ramalho, vice-presidente da Câmara; por Kleber Sales

CLICK. Um buraco no asfalto é sinalizado com um cone ao lado do Ministério dos Transportes, que fica a poucos metros do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.

 

PRONTO, FALEI!

“Há um abismo entre políticos e população. Somente a partir de autocrítica profunda será possível refazer a cultura política do Brasil e resgatar a esperança”, DO DEPUTADO MARCUS PESTANA (PSDB-MG)

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

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