“Sem partido”, Flávio Rocha está filiado ao PR

“Sem partido”, Flávio Rocha está filiado ao PR

Coluna do Estadão

24 Março 2018 | 05h30

 

Gabriela Biló/Estadão

Pré-candidato ao Planalto, o empresário Flávio Rocha está filiado ao PR, do ex-deputado Valdemar Costa Neto. O TSE informa que ele ingressou na sigla em maio de 1988 e continua “regularmente filiado”. Rocha tem dito que está sem legenda e busca abrigo para sua candidatura no PRB. A direção do PR também não lembra que tem o dono da Riachuelo nos seus quadros. Em conversas compolíticos esta semana, Michel Temer apontou Rocha como um excelente vice para ele. Interlocutores do empresário dizem, contudo, que ele só disputa como cabeça de chapa.

De saída. A assessoria de Flávio Rocha afirma que ele vai se desfiliar do PR para ingressar em outro partido.

Meu passado. Flávio Rocha se filiou ao PR, antigo PL, quando foi deputado federal. O chefe do partido, Valdemar Costa Neto, foi envolvido nos escândalos do mensalão e do petrolão. A sigla estuda apoiar a reeleição de Michel Temer ou Rodrigo Maia (DEM).

Embolado. O presidente Michel Temer justificou a dois deputados esta semana que seu índice nas pesquisas de intenção de votos é tão baixo quanto o de outros candidatos do centro. E concluiu que 1% por 1% ele mesmo sairia candidato.

Sendo assim… Na conversa, Temer disse que preferia apoiar a candidatura de Rodrigo Maia, mas que o demista já avisou que não vai defender seu legado.

SINAIS PARTICULARES. Presidente Michel Temer; por Kleber Sales

Baixa. O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, desistiu de disputar a eleição neste ano. Ele concorreria a deputado federal por São Paulo, o que poderia marcar sua volta ao Congresso, caso eleito, depois do mensalão.

Pela causa. Jefferson diz que atendeu a apelos de colegas para se dedicar só ao partido no período eleitoral. O PTB vai apoiar o presidenciável Geraldo Alckmin. “A candidatura de Temer chegou tarde demais. Com todo respeito a ele, é praticamente impossível desfazer as conversas com Alckmin”, diz o petebista.

Fazer o quê? Se o presidente Temer condicionar a permanência dos partidos nos ministérios ao apoio à sua reeleição, Jefferson diz que vai entregar o Ministério do Trabalho.

Mais dindim. A medida provisória que vai liberar dinheiro para a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro virá mais gorda do que o previsto. Inicialmente seria R$ 1 bilhão, mas o governo conseguiu aumentar o valor para R$ 1,2 bilhão.

Da cartola. Os R$ 200 milhões a mais virão de economia que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez na gestão da Casa e devolveu aos cofres públicos. O governo decidiu repassar esse valor para as ações no Rio. A MP deve ser publicada segunda.

CLICK. Em meio às trocas na Esplanada, o deputado Antônio Bulhões (PRB-SP), que tenta a pasta da Indústria e Comércio, já é chamado de ministro pelos colegas.

Quebra de sigilo. A Polícia Federal aguarda uma comunicação oficial dos ministros do governo que tiveram seus celulares clonados para instaurar inquérito. Enquanto isso, está acompanhando o caso. Os golpistas acessaram os celulares de Carlos Marun, Osmar Terra e Eliseu Padilha.

Vão pagar! Osmar Terra vai cobrar da Vivo o prejuízo de R$ 6 mil que duas pessoas da sua lista de contato tiveram ao cair no golpe do WhatsApp. Seus interlocutores receberam mensagens como se fossem do ministro pedindo dinheiro.

BOMBOU NAS REDES!

“Omitir o nome de Temer não é postura correta do Ricardo Barros e do João Leão”, DO DEPUTADO BENITO GAMA (PTB-BA), sobre o ministro e o vice-governador terem ignorado Temer em evento oficial na BA.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

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