Sem acordo de delação, Joesley pode ser alvo de investigação no exterior

Sem acordo de delação, Joesley pode ser alvo de investigação no exterior

Coluna do Estadão

15 Setembro 2017 | 05h30

Foto: Ayrton Vignola/Estadão

Caso o Supremo aceite a proposta do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de rescindir o acordo de delação premiada da JBS, abrirá brechas para que os irmãos Joesley e Wesley Batista sejam processados e condenados também fora do País. Entre os benefícios que receberam, está o de que as provas apresentadas por eles só serão compartilhadas com autoridades estrangeiras se elas aceitarem os termos do acordo firmado no Brasil, que garante perdão judicial aos empresários. Regra que cai se os termos da delação forem revistos.

Reviravolta. Advogados que conhecem Joesley e Wesley Batista apostam que se a delação for rescindida haverá sim prejuízo para as provas produzidas.

Pegadinha. Uma vez que não precisarão mais se incriminar em troca de benefícios, eles podem dizer que os fatos narrados na delação eram invencionice.

Nem vem… O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Trípoli (SP), avisa que o governo nem deve perder tempo pedindo que ele substitua integrantes da CCJ e coloque deputados favoráveis a Temer. “Não vou mudar ninguém”, diz.

Que não tem. Na votação anterior, os tucanos apoiaram a denúncia contra Temer na CCJ por 5 a 2.

Já era. Antes de receber a visita da PF, ontem, o ministro Blairo Maggi era cotado no PP para disputar o Planalto em 2018.

Sinal vermelho. Acionistas da Amaggi buscam uma forma de não contaminar os negócios com as denúncias que o envolvem Blairo Maggi, que nega acusações.

SINAIS PARTICULARES – BLAIRO MAGGI
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

Cara nova. Empresas familiares atingidas pela Lava Jato tem sido aconselhadas a trocar de nome, tirando referência aos sobrenome de seus donos.

É aqui. Quando a PF chegou na Câmara, ontem, assessores de Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel, correram para recebê-la.

Fica pra próxima. O susto só passou quando os agentes foram para o lado oposto do corredor. O gabinete do deputado baiano fica no mesmo andar do ocupado por Ezequiel Fonseca, vasculhado ontem.

Sangue quente. Antes de xingar o ministro Antonio Imbassahy em público anteontem, o vice-presidente da Câmara, Fabinho Ramalho (PMDB-MG) havia invadido reunião tocada pelo ministro Moreira Franco com investidores chineses.

Sem travas. Os gritos do deputado assustaram os chineses interessados nas concessões do setor elétrico.

Fui. O vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis, deve deixar o PMDB. Busca distância da crise que atingiu o peemedebista Geddel Vieira Lima, preso por guardar em casa R$ 51 milhões.

CLICK. No meio da polêmica de exposições, a Assembleia Legislativa de São Paulo está apresentando quadros do apresentador Gugu Liberato feitos com rolhas.

Foto: ALESP

 

Flerte. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), anda cada vez mais próximo de setores importantes do PMDB, incluindo São Paulo.

Anexação. Em visita a Minas, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pré-candidato à Presidência, prometeu que vai abrir uma saída do Estado para o mar. “Vamos satisfazer o desejo do mar de ganhar Minas, podem ter certeza disso”, declarou, do alto de um trio elétrico em BH.

Da prisão. Eduardo Cunha tem comparado Michel Temer a ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye, presa após deixar o mandato.

 

PRONTO, FALEI!

“A reputação do Janot, aposto dinheiro contra banana, está nas mãos de Marcello Miller”, DO SENADOR JOSÉ MEDEIROS (Pode-MT) sobre suposto jogo duplo feito pelo ex-procurador na delação da JBS.

 

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