Renan afirma à PF que Cunha quis incriminá-lo

Renan afirma à PF que Cunha quis incriminá-lo

Coluna do Estadão

29 Setembro 2017 | 05h30

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

 

Em depoimento à Polícia Federal, na quarta-feira, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) acusou Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de manipular informações para que suspeitas de corrupção fossem atribuídas a ele. Segundo Renan, desde o tempo em que presidia a Câmara, Cunha usou para isso “falsas notícias à imprensa, a condução de CPIs instauradas na Câmara, a contratação da empresa Kroll e a tentativa de direcionamento de colaborações premiadas que estavam sendo negociadas com o Ministério Público Federal”. “Tudo com a intenção de afastar de si o foco das investigações”, afirmou Renan.

Furos. No depoimento, Renan procurou mostrar que tem sofrido acusações baseadas em informações inconsistentes. Como a prestada por Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobrás, afirmando que Renan teria participado de um suposto jantar na casa do então presidente da Transpetro Sergio Machado, em Brasília. Renan negou sua presença e lembrou que Machado não tinha casa na capital no período em que comandou a empresa.

Pacote. Renan prestou depoimento sobre dois inquéritos e queria falar sobre um terceiro. Não pôde fazer isso porque o delegado dos dois primeiros não era responsável pelo outro inquérito.

Pensa bem. Senadores fizeram chegar ao Supremo que, se os ministros não recuarem das punições a Aécio Neves (PSDB-MG), o Senado vai impor à Corte uma derrota. Dizem que não é pelo Aécio, alegando que ele não merece, mas pela instituição.

Tenho dito. Sobre a polêmica em torno da decisão do Supremo com relação a Aécio, o ex-presidente Fernando Henrique esclarece o que pensa a respeito.

Anota aí. “As decisões dos ministros não podem se afastar do que diz a Constituição sob o risco de se criar um impasse constitucional”, afirma FHC.

Assim não vale. Os líderes do PSDB foram surpreendidos pela escolha do tucano Bonifácio Andrada (MG) como relator da denúncia contra Temer. Atribuem o movimento ao Planalto e a Aécio Neves.

Micou. “Ficou combinado que nenhum titular do partido aceitaria a relatoria para não constranger os demais, seja de um pensamento ou de outro”, resume Fabio Sousa (PSDB-GO).

Quase! A PF pediu a prisão de filhos e enteados do senador Romero Jucá, mas a Justiça negou. Eles foram alvo da Operação Anel de Giges que investiga desvio de verbas públicas em Roraima

CLICK. O protagonismo do ministro da Defesa, Raul Jungmann, diante da crise no Rio chama a atenção de quem lembra que segurança é tarefa do Ministério da Justiça.

Foto: Twitter Raul Jungmann

Parou. O desembargador Sérgio Rui da Fonseca está irritado com o trâmite da investigação sobre o suposto envolvimento do deputado estadual Fernando Capez na máfia da merenda.

Vai logo. Ele pediu a quebra dos sigilos fiscal e telefônico do deputado, mas o trabalho ainda não foi concluído pelo MP. Fonseca quer ver o caso caminhar.

Pauta light. Com a República em crise, o STF passou uma hora da sessão plenária de ontem discutindo a regulamentação da profissão de nutricionista.

Atrasadinho. A ministra Cármen Lúcia teve de inverter a pauta por conta do atraso de Ricardo Lewandowski, relator de um processo sobre o alcance do prazo de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa.

Passa depois. Antes de apresentar os polêmicos recibos de aluguel de um imóvel usado por Lula, o advogado Roberto Teixeira adiou duas vezes seu depoimento ao juiz Sérgio Moro.

 

SINAIS PARTICULARES – ROBERTO TEIXEIRA
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

 

 

PRONTO, FALEI

“Não foi acordão. Foi acordeco, bem rasteiro, próprio dessa oligarquia abjeta e desconectada do Brasil verdadeiro”, DO EX-MINISTRO DA CULTURA MARCELO CALERO sobre o acordo contra a punição de Aécio.

 

 

 

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