Recursos do FGTS provocam disputa entre Educação e construção

Recursos do FGTS provocam disputa entre Educação e construção

Coluna do Estadão

07 Outubro 2017 | 05h30

José Carlos Martins. Foto: Divulgação CBIC

O uso dos recursos do FGTS provocou queda de braço no Congresso entre a bancada da Educação e o setor de construção e mercado imobiliário. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, disse que vê “com muita preocupação” o movimento de parlamentares para incluir em medida provisória a opção de uso do FGTS para estudantes abaterem suas dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Martins avalia que isso vai comprometer a aplicação de recursos em habitação.

Números. Dados da CBIC apontam que entre 2006 e 2015 o FGTS bancou 52% das unidades habitacionais financiadas em todo o País.

Passa o rodo. A bancada da Educação quer incluir na MP a possibilidade de os alunos usarem até o FGTS de seus parentes. Caberá ao governo decidir a disputa entre os setores. O Congresso tem até 17 de novembro para votar a medida.


Segredos. Depois de transformar em secreto o depoimento de Willer Tomaz, ex-advogado da J&F, a CPMI da JBS estuda repetir o procedimento na audiência do procurador Ângelo Vilella, dia 17.

Abre o bico. Na sessão secreta, Tomaz detonou Rodrigo Janot. Integrantes da comissão acham que Vilella pode falar mais ainda se a sessão for reservada. O martelo ainda não foi batido.

Beijo, não me liga. Durante a filiação do senador Roberto Rocha ao PSDB, o governador Marconi Perillo admitiu que “deu um tempo” no uso do celular.

Sem folga. Relator da 2.ª denúncia contra o presidente Michel Temer, o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) vai passar o final de semana trabalhando no parecer que deve ser apresentado na terça, 10, na CCJ.

SINAIS PARTICULARES – MICHEL TEMER
ILUSTRAÇÃO – KLÈBER SALES

Fogo cruzado. A ala governista do PSDB desistiu de tentar destituir o líder da bancada na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), para vingar Bonifácio de Andrada, retirado por ele da CCJ.

Recuo. Concluíram que a troca garantiria mais palanque para Tripoli e o ajudaria a se reeleger, uma vez que tem voto de opinião.

Venham. Para não correr risco de a sessão ser adiada por causa do feriado, a ministra Cármen Lúcia antecipou para as 9 horas a sessão de quarta que discutirá o caso Aécio Neves.

Presente. Um advogado do Senado fará sustentação oral. Vai dizer que é inconstitucional afastar senador do mandato e determinar medidas cautelares.

Ajuda, né. A maior preocupação na Corte é com o comportamento do ministro Luiz Fux, que irritou o Senado com declarações polêmicas sobre o caso.

CLICK. Com o enredo ‘Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco!’, a Mangueira escolhe hoje o samba de 2018. Vai criticar o corte de verbas feito pela gestão Crivella.

Foto: Facebook da Mangueira

Muy amigo. Finalizada a votação do fundão eleitoral, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, prometeu não retaliar os colegas do partido que votaram contra a proposta.

Deixa pra quem quer. Avisou que eles não terão um centavo do dinheiro do fundão para que possam “manter a coerência” e não “contaminar suas candidaturas”. O fundão terá R$ 2 bilhões para financiar campanhas.

 

PRONTO, FALEI!

“Toda censura é abominável. A crítica tem de ser aberta, principalmente nas redes sociais”, DO SENADOR ÁLVARO DIAS (PODE-PR) sobre artigo na Lei Eleitoral que permitia censura na Internet.

 

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