PSB admite conversas internas sobre Alckmin, diz secretário-geral, Renato Casagrande

PSB admite conversas internas sobre Alckmin, diz secretário-geral, Renato Casagrande

Andreza Matais

26 Dezembro 2016 | 06h03

casagrande

Renato Casagrande, secretário-geral do PSB/Por Kleber Sales

O PSB, que já abrigou os atuais presidenciáveis Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (REDE), e pode ser o destino de mais um, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), vai iniciar 2017 com o bloco na rua. O secretário-geral do partido, Renato Casagrande, orienta os que queiram disputar a eleição presidencial de 2018 a começar já no próximo ano a rodar o País para tentar se viabilizar. Ele admite que o partido discute internamente sobre a vinda de Alckmin. “Temos conversas não oficiais de que isso em algum momento poderia ser possível. Mas ainda não há nada oficial”.

Eleição de 2018

O PSB quer usar 2017 para construir uma proposta. O desejo de muitos do partido é que a gente tenha a condição de criar uma base para ter candidatura própria à Presidência da República em 2018.

Candidato

Os nomes do PSB que desejarem se colocar nacionalmente para a disputa de 2018 devem começar a andar o País. O ano de 2017 é a hora de se movimentar. Não significa que vai virar candidato. Mas que ele pode ter uma chance, porque o quadro eleitoral de 2018 é um quadro que está totalmente aberto.

Efeito Lava Jato

Teremos muitas alterações no quadro partidário decorrente da operação Lava Jato. Pode fragilizar algumas lideranças e pode fortalecer algumas lideranças. Não sabemos ainda qual vai ser o desfecho, quais lideranças serão preservadas, quem terá condição de ser candidato na disputa em 2018.

Tamanho do PSB

O PSDB foi o partido que mais teve voto para prefeito em 2016; o segundo foi o PMDB e o terceiro foi o PSB. O resultado é fruto de decisões tomadas desde setembro de 2013, quando Eduardo Campos liderou a saída do partido do governo da presidente Dilma.

Alianças políticas 

O PSB tem relação com o Ciro Gomes, por já ter sido do partido, vemos qualidades nele. Com a Marina Silva, com lideranças do PSDB, com o Geraldo Alckmin e o Aécio Neves. Então não é anormal se chegarmos lá na frente e estarmos discutindo com esses partidos sobre a eleição de 2018.

Alckmin e Márcio França

O partido gostaria muito que o Márcio (vice-governador de SP) fosse candidato a governador. É um direito legítimo. Mas não tem esse compromisso de Alckmin conosco. O que tem é uma relação muito boa. Márcio busca defender dentro do PSB a viabilidade da candidatura de Alckmin para presidência em 2018.

Apoiar Alckmin em troca de apoio a França

É um debate que vai acontecer, não está acontecendo ainda.

Alckmin no PSB

Temos conversas internas no partido de que isso em algum momento poderia ser possível. Mas ainda não há nada oficial.

Governo Temer

Queremos que o governo dê certo. Mas não temos o compromisso de estarmos alinhados em 100% com as medidas do governo. Não indicamos ministro. Fernando Filho (Minas e Energia) foi escolhido pelo presidente e avalizamos. Isso nos dá maior liberdade.

Impopularidade

Se o presidente não conseguir controlar um pouco a demanda da sociedade em relação aos serviços essenciais pode perder apoio do Congresso.

Antecipação da eleição
Nesse momento nós queremos apostar que o presidente terá as condições de conduzir o Brasil até 2018.

Briga na família Campos
A Renata é uma referência para nós por seu papel junto ao nosso eterno Eduardo Campos. O PSB nacional não se envolveu em pequenos atritos e disputas.

Entrevista a Andreza Matais

Siga a Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao

 

Mais conteúdo sobre:

Renato CasagrandePSB