Próximo passo no PSDB é eliminar as prévias

Próximo passo no PSDB é eliminar as prévias

Andreza Matais

28 Novembro 2017 | 05h30

 

Foto: Amanda Perobelli/Estadão

O próximo passo do acordão no PSDB que vai permitir ao governador Geraldo Alckmin assumir a presidência do partido é convencer o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, a desistir de disputar as prévias que vão definir o candidato da sigla à Presidência da República em 2018. O plano é lançar Alckmin já na convenção do próximo dia 9 sem a necessidade de disputa interna pela vaga. O argumento é o de que os dois grupos cederam para construir um consenso em torno do comando da sigla e, se insistir, o prefeito ficará isolado na sua posição.

Não será fácil. Na primeira declaração após o acordão dos “cabeças-pretas” e “cabeças-brancas” do PSDB ontem, Arthur Virgílio avisou: “Ninguém me faz desistir de algo que eu sinto que é bom para o País”.

Na mesa. A executiva nacional do PSDB se reúne na quinta para decidir as regras das prévias. A proposta do deputado Carlos Sampaio (SP), que elabora um novo estatuto do partido, é que elas ocorram na última semana de fevereiro.

Depende dele. O atual estatuto do PSDB já estabelece as prévias. Portanto, apenas se Arthur Virgílio desistir da disputa pela vaga ao Planalto é que Alckmin poderia ser lançado já na convenção de dezembro.

Vetado. A liderança do PSDB na Câmara entrou no pacote de negociação para fazer Alckmin presidente do partido. O grupo do governador de Goiás, Marconi Perillo, exigiu que ninguém com o perfil do deputado Daniel Coelho (PE), que defende o rompimento com Temer, seja eleito.

Acomodados. Também ficou acertado que Perillo deve assumir a vice-presidência do PSDB e o senador Antonio Anastasia (MG), ligado a Aécio Neves, a segunda vice. Jereissati deve presidir o Instituto Teotônio Vilela.

Beija-mão. O ministro Alexandre de Moraes visitou Michel Temer no Sírio-Libanês domingo. Ele foi indicado para o Supremo pelo peemedebista. Alexandre Baldy (Cidades) também foi ao hospital ver o novo chefe. Procurado, Moraes não comentou.

SINAIS PARTICULARES. Alexandre Baldy, ministro das Cidades. Ilustração: Kleber Sales.

Herdeiro. Quem teve acesso às pesquisas internas contratadas por Luciano Huck avalia que as intenções de voto dele migrariam para o prefeito João Doria (PSDB) se ele estivesse na disputa presidencial. Os dois têm perante o eleitorado o mesmo perfil de realizador. Alckmin é visto como experiente.

Registrado. O presidente do PPS, Roberto Freire, e o ministro Raul Jungmann (Defesa) souberam por Huck que ele havia desistido de se filiar ao partido no domingo à noite, depois de a informação ter vazado.

CLICK. O deputado federal presidenciável Jair Bolsonaro tem almoço hoje com os colegas da Frente Parlamentar Agropecuária para tratar da pauta dos ruralistas.

Vira o disco. A pedido do presidente Michel Temer, o marqueteiro Elsinho Mouco faz os últimos ajustes no programa do PMDB, que vai ao ar hoje, em rede nacional de rádio e televisão.

Lado B. Houve queda de braço entre o grupo do ministro Moreira Franco e o do secretário de Comunicação Márcio de Freitas. Este último defendeu virar a página e deixar de lado a narrativa de que Temer foi vítima de uma trama montada por Rodrigo Janot. Venceu Moreira que manteve os ataques na peça.

PRONTO, FALEI !

“Certamente não haverá acordo com o PT e com a direita troglodita. Vamos falar com o Centro”, DO PRESIDENTE NACIONAL DO PSDB, ALBERTO GOLDMAN, sobre com quem o PSDB vai conversar na eleição de 201

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABOROU EMANUEL BOMFIM 

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